Governo erra no inglês em campanhas publicitárias sobre a Amazônia

Depois da repercussão negativa dos anúncios com palavras erradas, o Governo apagou a publicação original

Foto: Reprodução/Twitter

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Sustentabilidade

A crise das queimadas na Amazônia mobilizou o governo federal a realizar campanhas que, ao contrário do que apontam os dados divulgados pelos institutos de pesquisa do País, insinuam que existe um cuidado com a floresta Amazônica e com a sustentabilidade por parte da gestão federal. A campanha, no entanto, escorregou no inglês.

Publicada em uma página das redes sociais do ‘Governo do Brasil’, que veicula ações feitas pelos ministérios e demais decisões governamentais, uma peça em defesa da Amazônia tem as palavras “susteinable” e “sovereing” escritas de forma errada. A grafia correta é “sustainable” e “sovereign”, que significam ‘sustentável’ e ‘soberano’, respectivamente.

Depois da repercussão negativa, o Governo apagou a publicação original.

A propaganda não se limitou às redes. Em um anúncio propagado na página inicial da Financial Times, revista norte-americana de grande destaque no mundo das finanças e negócios, um dos erros aparece novamente. Dessa vez, ‘sustainable’ está na grafia correta. Não pode se dizer o mesmo de ‘sovereign’.

Imagem internacional abalada

Nesta quinta-feira 6, o ministro da Economia, Paulo Guedes, repetiu o ato sexista do presidente Jair Bolsonaro em relação à primeira-dama francesa, Brigitte Macron, ao dizer que ela seria “feia”.

“[…] Que a mulher dele é feia, por isso ele tá falando isso’. Tudo bem, é divertido, não tem problema nenhum. É tudo normal e é tudo verdade. O presidente falou mesmo, e é verdade mesmo, a mulher é feia mesmo”, disse Guedes.

Na época em que Bolsonaro insinuou o mesmo, a imprensa francesa o acusou de sexismo. Como protesto, mulheres brasileiras lançaram a hashtag #DesculpaBrigitte em 26 de agosto e afirmaram vergonha em ter o Brasil governado por um presidente machista. A primeira-dama francesa agradeceu em português, em 29 de agosto, aos brasileiros que se mobilizaram após o comentário ofensivo.

Os dados relacionados à Amazônia também não são favoráveis. O mês de agosto quebrou recordes de focos de incêndio na floresta nos últimos nove anos. Os dados, que foram divulgados pelo Programa de Queimadas do Inpe, também mostraram um aumento de 71%, de 2018 para 2019, nas queimadas localizadas em todo o País.

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