Amazônia registra maior desmatamento desde 2015, aponta Inpe

De janeiro a maio deste ano, o desmatamento atingiu 2.032 km². A taxa é 34% superior à devastação no mesmo período do ano passado

Amazônia em chamas (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Amazônia em chamas (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Sustentabilidade

O desmatamento na Amazônia de janeiro a maio deste ano alcançou 2.032 km². A taxa é a maior desde agosto de 2015, quando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) passou a medir a devastação da floresta. Há um aumento 34% em comparação com a devastação no mesmo período no ano passado e 49% acima da média histórica, entre os anos de 2016 e 2019. A área devastada é 33% maior do que a cidade de São Paulo.

A devastação é ainda maior quando considerado o período entre agosto de 2019 a maio deste ano: 6.499 km², um aumento de 78% em comparação ao mesmo período anterior.

O estado do Pará desponta com a maior área devastada em maio, 344 km² dos 829 km² devastados. Depois vem Amazonas (182 km²) e Mato Grosso (177 km²).

Na terça-feira 9, o Inpe já havia divulgado o índice de desmatamento da Amazônia entre de agosto de 2018 a julho de 2019, no primeiro ano do governo Jair Bolsonaro. No período, a Amazônia perdeu 10.129 km².

A taxa representa uma alta de 34,41% em relação aos 12 meses anteriores e é simbólica por ter sido superior aos 10 mil km². Entre agosto de 2017 e julho de 2018, a perda havia sido de 7.536 km².

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Compartilhar postagem