Sobe para 55 o número de mortos pelos desastres em Minas Gerais

Já são 44 mil desalojados e 8 mil desabrigados; 137 municípios estão sob decreto de estado de emergência

Mais de 100 cidades em Minas Gerais se encontram em estado de emergência. Foto: Douglas Magno/AFP

Mais de 100 cidades em Minas Gerais se encontram em estado de emergência. Foto: Douglas Magno/AFP

Sociedade

Subiu para 55 o número de mortos em consequência dos desastres das chuvas em Minas Gerais. Segundo boletim divulgado pela Defesa Civil nesta quarta-feira 29, foram 42 óbitos causados por soterramento, desmoronamento ou desabamento, 9 por arrastamento pelas águas e 4 por afogamento.

A cidade com mais mortes foi a capital Belo Horizonte, com 13 vítimas. Também registraram óbitos os municípios de Alto Caparaó, Alto Jequitibá, Betim, Carangola, Contagem, Divino, Divinópolis, Ibirité, Luisburgo, Manhuaçu, Nova Lima, Olhos D’Água, Pedra Bonita, Sabará, Santa Margarida, Simonésia, Tabuleiro e Tocantins. Três municípios são novidade no balanço desta quarta-feira 29: Nova Lima, Sabará e Tabuleiro.

O relatório também contabilizou 65 feridos, sem alterações em relação ao boletim anterior. O município de Conselheiro Lafaiete registrou um desaparecido. De um dia para o outro, aumentou em cerca de 20 mil o número de afetados pelos temporais. Enquanto na terça-feira 28 a Defesa Civil falava em 33.408 mil atingidos, no dia seguinte, o índice apontado é de 53.309.

Dados atualizados indicam 44.929 desalojados e 8.259 desabrigados. Desalojado é o nome dado a quem teve de sair de sua casa de forma temporária ou definitivamente por algum motivo, como alagamento ou risco de desabamento. Nessa situação, ele não precisa de abrigo fornecido pelo poder público. Já o desabrigado é aquele que perdeu o local onde morava por causa de desastres, como deslizamentos e enchentes, e precisa de abrigo provido pelo Estado.

 

Segundo a Defesa Civil, 137 municípios estão sob decreto de estado de emergência. No dia anterior, o número era 121. Cinco cidades decretaram estado de calamidade pública.

De acordo com o Instituto Nacional de Metereologia (Inmet), Belo Horizonte registrou, em janeiro de 2020, as maiores chuvas de toda a série histórica da Estação, desde 1910. O Inmet também apontou que as cidades de Ibirité e Florestal tiveram o maior acumulado mensal de chuva desde 2008, e Diamantina, desde 2007.

Nesta quarta-feira 29, o governador Romeu Zema (Novo) sobrevoou a cidade de Governador Valadares, onde milhares de moradores ficaram desalojados e desabrigados com os alagamentos provocados pela elevação do nível do Rio Doce.

Zema anunciou que o governo irá adiantar o pagamento das parcelas relativas ao acordo que firmou com os municípios, relativas a repasses de fevereiro e março, sendo que o de janeiro será pago na sexta-feira 31.

Na quinta-feira 30, Zema vai a Brasília se reunir com o ministro de Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto. No domingo 26, Canuto prometeu o repasse de 90 milhões de reais às prefeituras mineiras.

 

 

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Repórter do site de CartaCapital

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