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Reformas podem afetar o desenvolvimento humano no Brasil, diz PNUD

Sociedade

A notícia de que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil estagnou pela primeira vez em cinco anos coloca sob “muita atenção” as reformas discutidas no Congresso Nacional.

É o que explica a coordenadora do Relatório de Desenvolvimento Humano no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Andréa Bolzon.

Em entrevista coletiva sobre a atualização do IDH, Andréa foi questionada sobre os impactos das reformas sobre áreas como saúde e educação, cujos indicadores são utilizados para o calcular o IDH.

“A gente não fez uma micro simulação, um estudo aprofundado para saber se, de fato, isso [PEC 55 e reformas] vai afetar [o IDH], nem como vai afetar. Então, a gente olha tudo com muita atenção, eu não diria preocupação, mas muita atenção”, explicou.

“As reformas que estão em pauta podem afetar o desenvolvimento humano no Brasil? Podem afetar. A questão é os rumos desse impacto, a forma como esse impacto pode ser suavizado. Isso são questões que, de fato, precisam de mais aprofundamento.”

Andréa Bolzon também destacou os pontos das reformas que mais chamam atenção do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil.

Ela chamou de “injustas”, por exemplo, a diferenciação entre servidores e cidadãos comuns na proposta de Reforma da Previdência, além de citar a situação dos trabalhadores rurais.

“De fato, algumas injustiças estão colocadas”, aponta. “O que a gente fica atento? A gente fica atento com o que vai acontecer com as pessoas mais vulneráveis, mais próximas da pobreza. Pequenos agricultores é uma coisa que precisamos olhar com cuidado, Tem questões importantes colocadas na aposentadoria rural, que podem afetar uma camada da população que é vulnerável”, explicou.

A coordenadora disse ainda que “está em curso um diálogo com outras agências das Nações Unidas justamente para fazer um estudo mais aprofundado” sobre as reformas que estão sendo aprovadas no Brasil.

Uma das agências que estaria envolvida nessa tarefa é a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o que pode indicar manifestações da ONU sobre a reforma trabalhista.

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