Sociedade

Portela protesta contra ‘discriminação’ a desfiles de escolas de samba na pandemia

Escolas de samba vêm recebendo ‘ataques preconceituosos’, diz a agremiação

Escola de samba Portela, do Rio de Janeiro, protesta contra discriminação aos desfiles na pandemia. Foto: Alexandre Macieira/Riotur
Escola de samba Portela, do Rio de Janeiro, protesta contra discriminação aos desfiles na pandemia. Foto: Alexandre Macieira/Riotur
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A Portela, escola de samba do Rio de Janeiro, declarou em nota nesta quarta-feira 19 que tem sofrido “ataques preconceituosos acompanhados de desinformações”, relacionados à realização de desfiles carnavalescos na pandemia. De acordo com a Portela, outras escolas de samba também têm sido alvo de “discriminação” e acusadas de serem “adversárias da saúde pública”.

Segundo a agremiação, os ataques ocorrem por ocasião da decisão do prefeito Eduardo Paes (PSD) de, por ora, manter os desfiles no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, que podem receber cerca de 75 mil pessoas por dia. A administração municipal deve se pronunciar no dia 24 para informar se seguirá com a determinação.

Entre os ataques elencados, estão acusações de que a Covid-19 teria se proliferado a partir dos desfiles no sambódromo em 2020 e que “os sambistas matam” e “espalham o vírus”, afirmações que não têm comprovação científica.

A Portela argumenta que “um hipotético estabelecimento de regras restritivas que impeçam, no Rio de Janeiro e em qualquer lugar do Brasil, a realização de um desfile de escola de samba, deve, por essência, ser aplicado a todos os eventos que estão sendo realizados neste momento, ou marcados para o final de fevereiro”.

De acordo com a nota, “é um imperativo moral que os ‘trabalhadores do carnaval’, como parte do setor cultural, sejam tratados da mesma forma que os demais trabalhadores deste setor, bem como se aplique para os artistas do carnaval as mesmas regras e normas vigentes ao setor de eventos, sem qualquer discriminação”.

A escola de samba acrescenta que “a questão real que precisa ser decidida pelos especialistas é se o passaporte de vacinação garante segurança para a realização de eventos, no plural, frisamos, pois, se o passaporte não garante a segurança nas arquibancadas do sambódromo, também não garante nos estádios de futebol”.

Em outro trecho, o texto diz: “O G.R.E.S. Portela lamenta profundamente que o foco real do debate, que são as políticas de saúde pública para toda a sociedade e a eficácia do passaporte de vacinação, tenha se desvirtuado para uma onda de ataques discriminatórios contra as escolas de samba, o que atinge também os sambistas, que estão sentindo na pele o renascimento de um preconceito histórico. Nós confiamos na Ciência”.

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