Sociedade
Policial agride e ameaça jovem em marcha após morte por bala perdida
Policial foi afastado e será acompanhado por setor de psicologia, informou a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro
Um policial militar fez disparos de fuzil para o alto e agrediu fisicamente um jovem que participava de uma manifestação em memória de Kelvin Gomes, mortona noite de quinta-feira 10, aos 17 anos, por uma bala perdida durante operação policial realizada na favela Pára-Pedro, no bairro de Irajá, zona norte no Rio de Janeiro.
O enterro de Kelvin foi acompanhado por mais de 200 pessoas, que, após a cerimônia, seguiu em marcha pelas ruas da comunidade, fechando o tráfego em protesto contra a Polícia Militar e o governador Wilson Witzel.
Durante a caminhada, um dos policiais que escoltavam a manifestação em Irajá, visivelmente nervoso, discutiu com manifestantes e, na tentativa de dispersar a concentração, fez disparos de fuzil para o alto e chutou um jovem. A intimidação foi filmada por muitos manifestantes e viralizou nas redes sociais. Após três disparos para o alto, o PM foi contido por colegas.
Em resposta a um tuíte de denúncia do ativista Raull Santiago, a Polícia Militar fluminense informou que o policial foi afastado e encaminhado para avaliação psicológica. “O comando da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro reitera que a conduta do policial não é condizente com os protocolos de atuação instruídos e empregados pela Corporação”, disse o tuíte.
Veja o vídeo com o momento em que o PM ameaça manifestantes em Irajá:
O militar foi preso em flagrante e encaminhado à 2ª DPJM. Ele será avaliado e acompanhado pelo setor de psicologia. O comando da #PMERJ reitera que a conduta do policial não é condizente com os protocolos de atuação instruídos e empregados pela Corporação.
— PMERJ (@PMERJ) October 11, 2019
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



