Educação
PM prende 6 jovens acusados de tentar invadir prédio da USP
Episódio aconteceu no mesmo dia em que estudantes deliberaram pelo fim da greve; o Diretório Central dos Estudantes informou que não tem relação com o ocorrido
Seis pessoas foram detidas, na noite da segunda-feira 8, acusados de tentativa de invasão a prédio da USP na Cidade Universitária, na zona oeste da capital paulista. Segundo a Polícia Militar, os detidos, jovens de 18 a 22 anos, foram ouvidos e liberados.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirmou que policiais militares foram acionados para atender a ocorrência depois que os manifestantes invadiram o prédio e bloquearam os acessos com barricadas.
Não há confirmação sobre uma possível relação dos detidos com o movimento grevista na universidade, encerrado na segunda-feira. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP informou ao portal G1 que não tem relação com o episódio.
Vídeos que circulam pelas redes sociais também mostram PMs desferindo golpes de cassetete contra os manifestantes. Segundo a SSP-SP, os manifestantes encapuzados e em posse de paus e cassetetes teriam agredido seguranças universitários e, inclusive, disparado rojões e fogos de artifício contra eles. Três agentes ficaram feridos e foram atendidos no Hospital Universitário.
A PM informou que foram apreendidos objetos como fogos de artifício, porretes, rádios comunicadores, um megafone, uma marreta, um estilingue e outros itens utilizados durante a ocupação. A perícia identificou danos em mobiliários e equipamentos da universidade. O caso foi registrado no 7º Distrito Policial (Lapa) como lesão corporal de natureza grave e dano ao patrimônio público.
Fim da greve
O episódio aconteceu no mesmo dia em que os estudantes universitários decidiram colocar fim à greve que já durava 54 dias. A decisão aconteceu em uma assembleia, também realizada na noite da segunda-feira 8, e que recomendou o fim da paralisação e o retorno das aulas na universidade. Foram 323 votos para encerrar o movimento, contra 255 para manter a paralisação e 9 abstenções.
A decisão, no entanto, não encerra automaticamente o movimento grevista. As faculdades realizarão suas próprias assembleias para deliberar sobre a retomada das atividades. Algumas unidades, no entanto, já voltaram às atividades, caso das faculdades de Direito e Medicina, da Escola Politécnica e dos campi do interior paulista.
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