Sociedade

PM oficializa aposentadoria de tenente-coronel acusado de matar a esposa

Geraldo Leite Rosa Neto é réu por feminicídio e fraude processual. Ele está no Presídio Militar Romão Gomes

PM oficializa aposentadoria de tenente-coronel acusado de matar a esposa
PM oficializa aposentadoria de tenente-coronel acusado de matar a esposa
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado da morte de sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana. Foto: Reprodução/Instagram
Apoie Siga-nos no

A Polícia Militar de São Paulo decretou na terça-feira 10 a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu e preso sob acusação de feminicídio contra a esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana. O crime ocorreu em fevereiro no apartamento em que o casal morava, no Brás, região central da capital paulista.

O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado, com a assinatura do diretor de Inatividade e Pensão Militar, coronel Antonio Thomazelli Júnior. O ato transfere oficialmente o tenente-coronel para a reserva da polícia, e o pagamento da pensão passa ficar sob responsabilidade da SPPrev, o Instituto de Previdência do governo de São Paulo.

A estimativa é que Geraldo Neto receba cerca de 21 mil reais por mês. O valor, no entanto, pode ser revisto caso o policial seja punido com a perda de patente. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, há em tramitação um procedimento interno que pode resultar em demissão, perda do posto e perda da patente, mesmo após a transferência para a reserva.

Se a punição se confirmar, o militar pode perder a aposentadoria integral pela SPPrev, passando ao regime comum de aposentadoria do INSS.

Em nota, a Polícia Militar informou que a revisão dos valores depende de decisão do Tribunal de Justiça Militar. A SPPrev também confirmou que o tenente-coronel passará a receber já neste mês a pensão por tempo de serviço.

Segundo a PM, a Corregedoria concluiu o inquérito policial militar e encaminhou os autos à Justiça. A Polícia Civil também concluiu seu inquérito, que aponta o tenente-coronel de 53 anos como responsável por feminicídio e fraude processual.

Geraldo Neto já é réu na Justiça comum. Ele está preso preventivamente desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo.

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo