“Playboy” americana anuncia retorno à nudez

Sociedade

A edição americana da revista Playboy anunciou nesta segunda-feira 13 que voltará a publicar fotos de mulheres nuas, pouco mais de um ano após encerrar os ensaios fotográficos que a fizeram famosa em todo o mundo. Os diretores da empresa consideraram que a decisão tomada pelo ex-CEO da revista foi equivocada.

“Serei o primeiro a admitir que a forma como a revista retratava a nudez estava ultrapassada, mas eliminá-la totalmente foi um erro”, afirmou através do Twitter Cooper Hefner, herdeiro do célebre fundador da revista, Hugh Hefner, e diretor de criação da Playboy.

“A nudez nunca foi o problema, porque a nudez não é um problema. Hoje nós recuperamos nossa identidade e reivindicamos quem somos”, completou o executivo.

A Playboy comemorou o retorno da nudez no Twitter e no Facebook com o hashtag #NakedIsNormal (“o nu é normal”).

 

Em 2015, ao tomar a decisão de banir as imagens de nudez de suas páginas, a direção da revista se baseou na realidade imposta pela internet, onde não falta conteúdo sexual acessível gratuitamente em todo o mundo.

 

“Ao longo dos anos, a Playboy evoluiu em algo muito maior do que Hugh Hefner podia imaginar, e o coelho [a marca da revista] se transformou em uma espécie de teste de Rorschach da atitude das pessoas em relação ao sexo. O que se vê neste coelho diz mais sobre você do que qualquer outra coisa”, escreveu Cooper Hefner em texto publicado no Twitter.

Ele afirma que a revista, em seus 63 anos de existência, promoveu uma “conversa saudável” sobre o sexo, além de encorajar o debate sobre opiniões sociais, políticas e religiosas. Segundo o herdeiro, a Playboy em sua história também lutou pelos direitos civis e liberdade de expressão.

Cooper, de 25 anos, substituiu há poucos meses seu pai Hugh, de 90, como chefe de criação da revista. A edição da Playboy correspondente aos meses de março e abril terá como capa a modelo Elizabeth Elam.

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