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PF deflagra operação contra esquema de desvio bilionário no Dnocs

Agentes cumprem 17 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão

PF deflagra operação contra esquema de desvio bilionário no Dnocs
PF deflagra operação contra esquema de desvio bilionário no Dnocs
Créditos: Divulgação
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira 10, uma operação contra pessoas envolvidas em um suposto esquema de desvio de valores bilionários em emendas parlamentares.

A operação é resultado de uma investigação sobre um caso envolvendo o Departamento Nacional de Obras Conra a Seca (Dnocs), cujo desvio seria da ordem de 1,4 bilhão de reais. 

Os agentes cumprem 43 mandados de busca e apreensão, além de 17 mandados de prisão preventiva. Segundo a PF, a operação acontece na Bahia, em São Paulo, em Minas Gerais, no Tocantins e em Goiás. 

Os nomes de todos os alvos da operação ainda não foram divulgados, mas, segundo informações do site UOL, um dos envolvidos é o ex-chefe do Dnocs na Bahia, Lucas Lobão. Além dele, o vereador Francisquinho Nascimento (União Brasil), do município de Campo Formoso, também é alvo. Ele é primo do deputado federal Elmar Nascimento (União-BA).

O caso

As investigações começaram em 2023 e partiram de um denúncia de lavagem de dinheiro praticada, supostamente, por sócios de uma empresa contratada pelo Dnocs em 2016. As apurações apontaram que os envolvidos no esquema usavam empresas de fachada para fraudar contratos públicos. 

A ideia, assim, era utilizar emendas parlamentares para direcioná-las a empresas e indivíduos ligados a prefeituras. Para isso, havia superfaturamento em obras públicas. Para facilitar a prática, pessoas envolvidas teriam manipulado a liberação de verbas para projetos já selecionados. 

Da cifra bilionária envolvida no esquema, 825 milhões de reais se referem a contratos firmados em órgãos públicos apenas em 2024, segundo a PF.

A investigação também contou com a colaboração da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontou que operadores cooptam servidores públicos com o fim de obter vantagens ilícitas. 

Dessa maneira, “após a celebração dos contratos fraudulentos, as empresas envolvidas superfaturavam valores e aplicavam sobrepreços, repassando propinas por meio de empresas de fachada ou métodos que ocultavam a origem dos recursos”, segundo o órgão. 

Até o momento, o Dnocs ainda não se manifestou sobre a operação deflagrada hoje.

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