Sociedade
Pesquisadores da USP lançam o Guia da Copa do Mundo dos Direitos Humanos
Material compara o tratamento dado às questões de direitos humanos nos 32 países participantes do Mundial da Fifa
Na quarta-feira 4, às 19 horas, ocorre, em São Paulo, o lançamento do Guia da Copa do Mundo dos Direitos Humanos. Organizado pelo Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação (Celacc) da USP, Coletivo Quilombação, Núcleo de Estudos da Violência (NEV) e a Associação Nacional de Pesquisa e Estudos em Direitos Humanos (ANDHEP), o guia pretende, fazendo uma comparação entre o tratamento dado à questões sociais nos países participantes do Mundial da Fifa, abrir o debate sobre direitos humanos.
“Quando o Jérôme Valcke [secretário-geral da Fifa] disse que é difícil organizar uma Copa do Mundo num país democrático, tivemos a ideia de discutir porque o futebol sempre aparece como oposto à questão dos direitos sociais” explica Dennis de Oliveira, professor da USP e pesquisador do Celacc. “Nossa ideia é aproveitar esse clima da Copa do Mundo, festivo, pra fazer um tipo de material que conscientize as pessoas sobre os problemas sociais. A questão do evento é legal, mas é também um momento interessante pra discutir como as pessoas estão tratando a questão das diferenças sociais no mundo.”
Para confecção do Guia, foram usados indicadores de relatórios da ONU, como índice Gini e IDH, além de levantamentos sobre liberdade de imprensa e internet, respeito à diversidade sexual e à questões ambientais.
O lançamento ocorre na Funarte SP, que fica na Alameda Nothmann, 1058, Santa Cecília, São Paulo. Durante o lançamento também haverá um debate sobre o racismo no futebol, com a participação de Cauê Moura e do próprio professor Dennis. A mediação será de Tatiana Silva. O Guia será distribuído no dia do lançamento e, posteriormente, divulgado no site.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



