Sociedade
Pará: 4 presos algemados foram asfixiados e mortos durante transporte
Os presos que estavam dentro do caminhão eram da mesma facção, viviam juntos nas celas e foram comparsas no confronto
Após o conflito entre facções dentro do presídio de Altamira, no Pará, que resultou na maior chacina do ano no sistema prisional, o governo do Estado decidiu transferir para outras unidades líderes que estavam em batalha. No transporte, que aconteceu na noite desta terça-feira 30, quatro presos algemados foram mortos por sufocamento.
Com isso, o número de mortos no confronto chega a 62 e o massacre se torna a segunda maior chacina da história do País, perdendo apenas para o do Carandiru, em 1992, quando 111 presos foram assassinados.
Segundo informou a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, os presos que estavam dentro do caminhão eram da mesma facção, viviam juntos nas mesmas celas e foram comparsas no confronto entre facções. A capacidade das celas era para até 40 presos, e 30 eram transportadas, todos algemados.
A assessoria da Secretaria explicou que nenhum agente penitenciário estava dentro do caminhão, apenas acompanhando o comboio durante o transporte entre Novo Repartimento e Marabá.
Por enquanto, nenhuma explicação foi dada sobre a mortes dos presos por parte do governo estadual. A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social informou que está apurando as circunstâncias dos assassinatos.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



