Pará: 4 presos algemados foram asfixiados e mortos durante transporte

Os presos que estavam dentro do caminhão eram da mesma facção, viviam juntos nas celas e foram comparsas no confronto

José Cruz/Agência Brasil

José Cruz/Agência Brasil

Sociedade

Após o conflito entre facções dentro do presídio de Altamira, no Pará, que resultou na maior chacina do ano no sistema prisional, o governo do Estado decidiu transferir para outras unidades líderes que estavam em batalha. No transporte, que aconteceu na noite desta terça-feira 30, quatro presos algemados foram mortos por sufocamento.

Com isso, o número de mortos no confronto chega a 62 e o massacre se torna a segunda maior chacina da história do País, perdendo apenas para o do Carandiru, em 1992, quando 111 presos foram assassinados.

Segundo informou a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, os presos que estavam dentro do caminhão eram da mesma facção, viviam juntos nas mesmas celas e foram comparsas no confronto entre facções. A capacidade das celas era para até 40 presos, e 30 eram transportadas, todos algemados.

A assessoria da Secretaria explicou que nenhum agente penitenciário estava dentro do caminhão, apenas acompanhando o comboio durante o transporte entre Novo Repartimento e Marabá.

Por enquanto, nenhuma explicação foi dada sobre a mortes dos presos por parte do governo estadual. A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social informou que está apurando as circunstâncias dos assassinatos.

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Repórter do site de CartaCapital

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