Sociedade
Vídeo, capuz e luvas: os elementos que apontam para autoria de síndico na morte de corretora em Goiás
Cléber Rosa de Oliveira, que já está preso, será indiciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver
A Polícia Civil de Goiás finalizou, nesta quinta-feira 19, o inquérito sobre o caso do assassinato da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, que foi morta no subsolo de um prédio em Caldas Novas, na região sul do estado. As investigações confirmam a autoria do síndico Cléber Rosa de Oliveira no crime, que já está preso preventivamente.
Em coletiva de imprensa, a Polícia detalhou a dinâmica do crime, que foi cometido no dia 17 de dezembro, data do desaparecimento da vítima. O corpo da corretora só foi localizado no dia 28 de janeiro, em uma região de mata, após mais de 40 dias do desaparecimento. O então suspeito indicou o local que o corpo da vítima foi desovado.
Os agentes localizaram o celular de Daiane dentro de uma caixa de esgoto do prédio onde ocorreu o crime. O aparelho ficou por 41 dias na tubulação. A partir do aparelho, os agentes conseguiram extrair um vídeo que mostra o momento exato em que a vítima é atacada no subsolo do prédio pelo síndico. Antes de desaparecer, a vítima chegou a encaminhar parte da gravação a uma amiga, mostrando que ela tinha descido ao subsolo para verificar uma queda de luz em seu apartamento.
O delegado do Grupo de Investigação de Homicídios de Caldas Novas, André Barbosa, afirmou que o crime se tratou de um homicídio premeditado, sendo a mulher vítima de uma emboscada. Segundo os investigadores, o síndico desligou propositalmente a energia do apartamento de Daiane, atraindo-a ao subsolo.
No momento em que Daiane faz a filmagem do quadro de força, é surpreendida por Cléber, que a atinge com um objeto contundente nas costas, e cai ao chão. A investigação confirmou que o homem estava encapuzado, usava luvas e mantinha seu carro posicionado próximo ao local, já com a capota aberta.
Após isso, Daiane foi transportada à região de mata e então alvejada com dois disparos. O laudo da causa da morte apontou que Daiane foi morta com dois tiros na cabeça. O superintendente da Polícia Científica Ricardo Matos disse que uma das balas ficou alojada e a outra saiu pelo olho esquerdo da vítima. A arma usada no crime foi uma .380 semiautomática.
“Seria um crime sem testemunhas, porque foi praticado no ponto cego do sistema de monitoramento do prédio”, destacou o delegado do Grupo de Investigação de Homicídios de Caldas Novas, André Barbosa. “Daiane foi a testemunha de seu homicídio”, completou o investigador, reiterando que o vídeo gravado pela vítima foi fundamental para o desfecho do caso. As investigações também contaram com o apoio da Delegacia de Investigação de Homicídios de Goiânia.
A Polícia também concluiu que o síndico foi o único autor do crime. O filho de Cléber, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso suspeito de ocultação, mas a polícia concluiu que ele não teve participação no caso. Cléber será indiciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
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