Sociedade
Operação da Polícia Civil deixa um morto em Paraisópolis; 11 foram detidos
A corporação mirava uma quadrilha especializada em crimes como roubo, latrocínio e receptação
Uma operação da Polícia Civil na favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, nesta quinta-feira 16, deixou uma pessoa morta; 11 suspeitos foram presos segundo a corporação.
A ação mirava uma quadrilha especializada em crimes como roubo, latrocínio e receptação. Segundo a Polícia, a quadrilha foi desmantelada com a operação, que cumpriu 42 mandados de busca e apreensão e 15 de prisão.
Segundo os agentes, entre os detidos está uma mulher conhecida como ‘mainha do crime’, apontada como a financiadora de crimes de roubos da cidade. Segundo a polícia, a mulher fornecia armamento para criminosos e comprando objetos provenientes dos roubos, fazendo um elo entre assaltantes e receptadores de celular, jóias e alianças. Suedna Barbosa Carneiro havia sido presa em fevereiro deste ano, suspeita de envolvimento com a morte do ciclista Vitor Medrado, baleado e morto em uma tentativa de assalto em frente ao Parque do Povo, no Itaim Bibi, área nobre capital.
Outros dois detidos, segundo os investigadores, receptaram um celular roubado dos responsáveis pela morte de um delegado da Polícia Civil, em janeiro deste ano. Josenildo Belarmino de Moura Júnior, de 32 anos, foi morto durante um assalto na região de Santo Amaro, também na Zona Sul de São Paulo. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o delegado estava a pé quando foi abordado por um motociclista, que fingia ser entregador. Ao perceber que a vítima estava armada, o assaltante disparou, atingindo a vítimas nas costas. O delegado chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
Segundo o delegado à frente da operação, Ronaldo Sayeg, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), após cada roubo, os ladrões entregam o produto roubado até um agente facilitador, que passa para o receptador colocar o material de volta no mercado formal ou clandestino, e até mesmo vendendo para fora do país. Ainda segundo as investigações, após os assaltos, os criminosos se dirigiam até a comunidade de Paraisópolis, onde era feita a articulação dos crimes.
Ainda de acordo com a Polícia, ao tentar cumprir um dos mandados, um dos investigados atirou contra os policiais, que intervieram; segundo os agentes, o resgate foi acionado e constatou o óbito no local. Guilherme Heisenberg da Silva Nogueira, conhecido como Bronx, também integraria o esquema da “mainha do crime” e tinha envolvimentos em outros crimes patrimoniais como roubo de moto, celular e joias. O caso será investigado pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
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