Sociedade
Operação contra agressores de mulheres tem mais de 230 presos em SP
As pessoas detidas já estavam condenadas ou descumpriam medidas protetivas
Pelo menos 233 pessoas foram presas nesta terça-feira 30, em operação da Polícia Civil de São Paulo em busca de agressores de mulheres. A mobilização policial acontece em um cenário de alta de feminicídio no estado.
Em coletiva de imprensa, o secretário de segurança pública do estado, o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, informou que os detidos eram condenados ou descumpriam medidas cautelares.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a operação busca o cumprimento de cerca de 1,4 mil mandados expedidos pela Justiça, referentes a diferentes formas de agressão, a maior parte relacionada a descumprimento de medida protetiva. As prisões começaram a ser feitas na noite de segunda 29. A operação envolveu 1.500 policiais, segundo a SSP.
Dados do Instituto Sou da Paz mostraram que o estado registrou um aumento de 10,1% nos casos de feminicídio consumados entre janeiro e outubro deste ano em comparação com o mesmo período de 2024. Foram 207 casos registrados em 2025, ante 188 no ano anterior. O aumento ocorreu principalmente na capital paulista, com um crescimento de 23,3% nos assassinatos de mulheres motivados por ódio misógino.
Segundo o levantamento, a capital foi palco de um em cada quatro feminicídios consumados no estado.
O caso mais recente e que chocou o País foi o da jovem Tainara Souza Santos, que morreu na véspera do Natal, depois de ser atropelada e arrastada por Douglas Alves da Silva, com quem tinha tido um relacionamento. A vítima ficou internada por 25 dias, e chegou a ter as pernas amputadas, em decorrência da gravidade da violência.
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