Sociedade
O que se sabe sobre o rompimento de reservatório da Sabesp que deixou um morto em Mairiporã
No momento do rompimento, funcionários faziam um teste com o reservatório. O vazamento chegou a até 2 milhões de litros de água
O município de Mairiporã, na região metropolitana da capital paulista, está em situação de emergência, decretada na quinta-feira 12, um dia após o rompimento de uma caixa d’água da Sabesp, que causou uma morte e deixou outras nove pessoas feridas.
A condição foi decretada em razão dos danos provocados pelo rompimento, que levou a fortes enxurradas e alagamentos no bairro Jardim Nery, onde cerca de 80 famílias tiveram que ser deslocadas de suas casas, parte sendo abrigadas em hotéis custeados pela Sabesp, segundo a prefeitura.
O acidente, que aconteceu na manhã da quarta-feira 11, por volta das 11h, na Rua Jacarandá, envolveu um reservatório que estava sendo construído para ampliar a capacidade de abastecimento no município. Três bairros seriam abastecidos, segundo a Prefeitura de Mairiporã.
A obra, que começou em janeiro de 2025, tinha conclusão prevista para maio deste ano. No momento do rompimento, funcionários da Sabesp faziam um teste com o reservatório. O vazamento chegou a até 2 milhões de litros de água.
O homem que morreu, encontrado já sem vida dentro de um contêiner, era funcionário da Sabesp. Ainda de acordo com a Prefeitura, nove pessoas foram socorridas e uma permanece internada no Hospital Anjo Gabriel.
Ainda de acordo com a gestão municipal, após relatório técnico elaborado pela Defesa Civil, sete imóveis foram interditados, cinco definitivamente e dois temporariamente. A estimativa é a de que mais de 200 casas tenham sido afetadas.
Em nota emitida no dia do acidente, o governo de São Paulo informou que a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), responsável pela regulação e fiscalização dos serviços de saneamento, iniciou de imediato os procedimentos para apurar as causas técnicas do acidente e as circunstâncias que envolveram a realização de testes no local.
Na quinta-feira 12, a Sabesp anunciou que, após uma reunião com moradores, vai pagar 2 mil reais para os moradores deslocados, como ação inicial. A empresa afirmou que o pagamento deve custear urgências pontuais como remédios e alimentação. Também foi disponibilizada uma van para transporte dos moradores da região afetada.
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