Sociedade
O que se sabe sobre o médico preso suspeito de abusar sexualmente de pacientes no RS
O cardiologista Daniel Kollet foi preso preventivamente no fim de março, em Taquara, a cera de 86km de Porto Alegre
Ao menos 40 mulheres denunciaram um médico cardiologista de cometer abusos sexuais durante consultas e exames no Rio Grande do Sul. O médico Daniel Kollet, de 55 anos, foi preso preventivamente no fim de março, em Taquara, a cera de 86km de Porto Alegre. A prisão aconteceu em seu consultório.
O caso começou a ser investigado após três pacientes procurarem a Polícia. Após a prisão do suspeito, outras 39 mulheres também registraram denúncias. Os relatos das vítimas apontam para um padrão de abordagem: os abusos aconteciam dentro do consultório ou em salas de exames. Segundo a investigação, o médico agiria desta forma há pelo menos dois anos.
Uma paciente chegou a afirmar ter sido estuprada durante uma consulta. A mulher disse que o médico a agarrou por trás e chegou a tentar abrir suas calças. Uma enfermeira, que trabalhou com o especialista, também disse que, durante um plantão, acordou com o médico em cima de seu corpo. Uma ex-funcionária disse que o médico chegou a pegar sua mão e colocar dentro da calça dele.
As vítimas apontam que, inicialmente, Kollet fazia elogios para se aproximar das mulheres. Para a Polícia, o profissional se aproveitava da vulnerabilidade das vítimas. Muitas eram pacientes que nunca tinham ido a um cardiologista e desconheciam a dinâmica dos exames. Ao final da consulta, ele pedia segredo às pacientes.
O cardiologista foi indiciado por violação sexual mediante fraude e também é investigado por estupro e estupro de vulnerável. O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul abriu uma sindicância para apurar o caso. Se confirmadas as denúncias, ele pode ter o registro cassado.
A defesa de Daniel Kollet afirma que ele nega os crimes. Um pedido de liberdade está em análise na Justiça.
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