Sociedade
O que se sabe sobre o caso dos PMs presos por estuprar uma adolescente de 17 anos em SP
Os agentes foram identificados como Victor Miguel Sebastião da Silva e Willian Santana Santos
Dois policiais militares foram presos em flagrante na segunda-feira 24 sob a suspeita de roubar e estuprar uma adolescente de 17 anos na zona leste da cidade de São Paulo.
Os agentes foram identificados como Victor Miguel Sebastião da Silva e Willian Santana Santos.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima estava em um posto de gasolina acompanhada de um casal de amigos, de 18 e 19 anos. O grupo teria sido abordado pelos dois homens, que não estavam de uniforme e nem teriam se identificado como policiais.
Os cinco seguiram para uma lanchonete. Quando os amigos resolveram ir embora, os policiais teriam insistido em levá-los até suas casas — no trajeto, o comportamento dos agentes teria mudado. Os suspeitos teriam tocado nas pernas das duas jovens, que, constrangidas, teriam negado as investidas e solicitado que o ato não se repetisse.
Um dos PMs, então, teria sacado uma arma e anunciado um roubo, ordenando que as vítimas entregassem seus celulares e atirassem seus pertences, como bolsas, pela janela do carro. O rapaz de 19 anos conseguiu esconder o aparelho.
Os policiais teriam levado as vítimas a um terreno baldio na região do Parque Jacuí/Pantanal. No local, o agente que conduzia o veículo teria ordenado que dois jovens descessem do carro; o outro PM, por sua vez, teria mandado a adolescente permanecer no veículo com ele. À polícia, a vítima afirmou ter sido obrigada a manter relação sexual com o PM, sob a ameaça de uma arma.
Após o caso, os jovens teriam sido deixados pelos suspeitos em uma área de matagal nas proximidades. Eles conseguiram pular um muro e chegar a uma avenida, onde encontraram uma viatura policial e pediram ajuda.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública afirmou que a Polícia Militar não tolera desvios de conduta e que apura o caso com o máximo rigor por meio de um inquérito. O episódio também está sob investigação pela Polícia Civil, que já ouviu as vítimas e identificou o veículo utilizado pelos suspeitos.
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