Política

O que se sabe sobre a prisão de suspeitos de planejar ataques a bomba em São Paulo e no Rio

Os detidos podem responder pelo crime de terrorismo, cuja pena no Brasil chega a trinta anos de prisão

O que se sabe sobre a prisão de suspeitos de planejar ataques a bomba em São Paulo e no Rio
O que se sabe sobre a prisão de suspeitos de planejar ataques a bomba em São Paulo e no Rio
Créditos: Polícia Civil de São Paulo / Divulgação
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As polícias civis de São Paulo e do Rio de Janeiro prenderam, nesta segunda-feira 2, quinze suspeitos de planejar atentados a bomba nas duas capitais. Os detidos seriam integrantes de um grupo intitulado “Geração Z” e também previam ataques em Brasília, segundo as investigações.

Os agentes prenderam três pessoas no Rio em uma operação liderada pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática. O alvo na capital fluminense seria a área em frente à Assembleia Legislativa do Estado, no centro da cidade. Os atos estavam previstos para ocorrer na tarde desta segunda. A investigação começou após a DRCI identificar grupos de mensagens e perfis suspeitos em redes sociais.

Em São Paulo houve doze prisões, e os suspeitos planejavam detonar os explosivos na Avenida Paulista. Segundo delegado-geral da Polícia Civil de SP, Arthur Dian, esses grupos tinham cerca de 8.000 participantes, pelo menos 600 dos quais da capital paulista. As prisões ocorreram na cidade de São Paulo, Osasco, São Caetano e em Botucatu. “Eles querem a chamada liberdade e não querem ser governados por ninguém. Uma ideia um pouco absurda”, disse Dian.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, a ação preventiva resultou do monitoramento nas redes sociais realizado pelo Núcleo de Observação e Análise Digital da Polícia Civil. Os integrantes do grupo planejavam o ataque como forma de “manifestação”, sem pauta definida, com o objetivo de causar pânico e incitar a violência.

Além das prisões, os policiais apreenderam simulacros de arma de fogo. Não localizaram, porém, outros materiais, como os supostos explosivos que seriam utilizados. Os atentados eram planejados pelas redes sociais e se concentravam no Telegram.

Embora se apresentassem como apartidários, os integrantes do grupo promoviam discursos de radicalização e incentivavam ações violentas contra estruturas de telecomunicações, prédios públicos, autoridades estatais e centros políticos. Eles podem responder pelo crime de terrorismo, cuja pena no Brasil pode chegar a trinta anos de prisão.

Em áudios obtidos pela polícia, um suspeito se refere ao ataque planejado no Rio como “uma missão que vai acontecer antes do movimento”. Em outro trecho, o suspeito pergunta a uma pessoa não identificada se ela tem interesse em participar: “A gente vai fazer uns ataques aí para chamar atenção”.

Os policiais também encontraram nos fóruns de discussão orientações e materiais instrutivos para a confecção de artefatos incendiários improvisados, como o chamado “coquetel molotov”, além de bombas caseiras com bolas de gude e pregos.

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