Sociedade
Mulher é presa por racismo religioso em investigação sobre ataque a terreiro em Salvador
Em janeiro, o terreiro Nzo Mutá Lombô ye Kayongo Toma Kwiza teve sua fachada pichada com as mensagens ‘Jesus’ e ‘assassinos’
Uma mulher de 45 anos teve o mandado de prisão preventiva cumprido pela Polícia Civil da Bahia, na manhã desta segunda-feira 6, em Salvador, durante uma investigação pelos crimes de racismo religioso e dano qualificado. Durante a ação, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão.
A prisão é resultado das investigações relacionadas ao ataque ocorrido em 20 de janeiro de 2026 contra o terreiro Nzo Mutá Lombô ye Kayongo Toma Kwiza, localizado no bairro de Cajazeiras XI, em Salvador (BA). Na ocasião, a fachada e o portão de entrada do espaço religioso foram pichados com as mensagens “Jesus” e “assassinos”.
Segundo a Polícia Civil, a análise de imagens de videomonitoramento e a coleta de provas permitiram a identificação da suspeita e fundamentaram a solicitação das medidas judiciais. Durante o cumprimento do mandado de busca, foram apreendidos dois aparelhos celular, agendas e um notebook, materiais que serão submetidos à análise e contribuirão para o aprofundamento das investigações.
A suspeita foi submetida aos exames legais e permanece à disposição do Poder Judiciário. As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), unidade vinculada ao Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), seguem para o completo esclarecimento dos fatos.
O nome da suspeita não foi divulgado pela polícia.
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