Sociedade
MP aponta lacunas em inquérito da polícia sobre o cão Orelha e vai pedir por novas diligências
A Polícia Civil concluiu as investigações na última terça-feira 3
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) anunciou nesta sexta-feira 6 que irá requisitar à Polícia Civil, nos próximos dias, diligências complementares nas investigações realizadas a partir da morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis.
Segundo o MP-SC, tanto a 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, quanto a 2ª Promotoria de Justiça da Capital, da área criminal, concluíram pela necessidade de mais esclarecimentos e maior precisão na reconstrução dos acontecimentos.
A 10ª Promotoria de Justiça, em análise preliminar do Boletim de Ocorrência Circunstanciado, identificou lacunas que precisam ser completadas na apuração da possível participação de adolescentes em atos infracionais análogos a maus-tratos contra animais, relacionados à morte de um dos cães.
O MP-SC também segue apurando a possível prática de coação no curso do processo e ameaça envolvendo familiares dos adolescentes investigados e um porteiro de um condomínio da Praia Brava.
A 2ª Promotoria de Justiça da Capital, da área criminal, que está analisando o inquérito da Polícia Civil relativo aos adultos, concluiu pela necessidade de ampliar e detalhar a apuração dos fatos, e irá requisitar diligências complementares à Polícia Civil, inclusive para confirmar a inexistência de relação dos supostos crimes com a agressão aos animais.
A Polícia Civil concluiu na última terça-feira 3 o inquérito e pediu a internação de um adolescente e indiciou três adultos por coação a testemunha. Segundo a Polícia Civil, a corporação analisou mais de mil horas de filmagens na região, em 14 equipamentos que captaram imagens. Foram 24 testemunhas ouvidas, 8 adolescentes suspeitos investigados.
O cão, de 10 anos, estava desaparecido e foi encontrado agonizando no dia 16 de janeiro na localidade de Praia Brava. Em razão da gravidade dos ferimentos, os veterinários decidiram pela eutanásia do animal. O cachorro, conhecido na comunidade, era alimentado e cuidado pela vizinhança.
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