Sociedade

Morre Ziraldo, o criador de “O Menino Maluquinho”, aos 91 anos

O desenhista morreu em casa, um apartamento do bairro da Lagoa, na Zona Sul do Rio de Janeiro

Reprodução redes sociais
Apoie Siga-nos no

Morreu, neste sábado 6, o desenhista e escritor Ziraldo, criador de personagens famosos da cultura brasileira como “O Menino Maluquinho” e a “Turma do Pererê”.

A informação foi confirmada pela família do desenhista, nesta tarde. Ele morreu dormindo, em seu apartamento no bairro da Lagoa, na Zona Sul do Rio.

Ziraldo foi um dos fundadores, nos anos 1960, do jornal “O Pasquim”, um dos principais veículos jornalísticos que entrou em conflito a ditadura militar no Brasil.

Leitor assíduo desde a infância, teve seu primeiro desenho publicado quando tinha apenas seis anos de idade, em 1939, no jornal “A Folha de Minas”.

Em 1950, iniciou sua carreira jornalística na revista “Era uma vez…”. Anos mais tarde, se formou em Direito na Faculdade de Direito de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Naquele mesmo ano integrou o tema das registas “A Cigarra” e “O Cruzeiro”.

Em 1958, casou-se com Vilma Gontijo, sua namorada havia sete anos. Tiveram três filhos, Daniela, Fabrizia e Antônio.

No “Jornal do Brasil”começou a publicar charges políticas e cartuns, e criou personagens famosos como Jeremias, o Bom, Supermãe e Mineirinho.

Ele se tornou autor de histórias em quadrinhos e publicou a primeira revista brasileira do gênero com um só autor, sobre a “Turma do Pererê”.

A revista deixou de ser publicada em 1964, quando iniciou-se o regime militar no Brasil. Cinco anos mais tarde, foi fundado “O Pasquim”.

Com a edição do AI-5, decreto mais rígido do governo militar, Ziraldo foi preso e levado para o Forte de Copacabana.

Seu maior sucesso nos quadrinhos, “O Menino Maluquinho”, foi publicado em 1980.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor…

O bolsonarismo perdeu a batalha das urnas, mas não está morto.

Diante de um país tão dividido e arrasado, é preciso centrar esforços em uma reconstrução.

Seu apoio, leitor, será ainda mais fundamental.

Se você valoriza o bom jornalismo, ajude CartaCapital a seguir lutando por um novo Brasil.

Assine a edição semanal da revista;

Ou contribua, com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo