Sociedade

Marca de móveis tira a palavra ‘criado-mudo’ de seu catálogo

A empresa divulgou uma campanha no dia da Consciência Negra anunciando o fim da expressão que é considerada racista

Marca de móveis tira a palavra ‘criado-mudo’ de seu catálogo
Marca de móveis tira a palavra ‘criado-mudo’ de seu catálogo
Nova campanha da Etna. Foto: reprodução
Apoie Siga-nos no

A marca de móveis Etna lançou, nesta quarta-feira 20, uma nova campanha anunciando o fim da palavra criado-mudo em seus catálogos. Segundo o vídeo divulgado pela empresa, o termo, que é considerado racista, deve ser substituído por ‘Mesa da Cabeceira’.

“Dois séculos depois, sem nos dar conta, ainda carregamos termos racistas como esse, mas sabemos que é sempre tempo de mudar e evoluir”, diz o comunicado.

A marca resgatou a origem do termo para embasar a decisão e explica que em 1820, os escravos que faziam os serviços domésticos eram chamados de criados. Alguns desses homens e mulheres passavam dia e noite imóveis ao lado da cama com um copo d’água, roupas ou o que mais fosse.

Porém, alguns senhores achavam incômodo o fato de eles falarem, e muitos chegavam a perder a língua. Outros sofreram duras punições para “aprender” a nunca se mexer quando houvesse alguém dormindo.

Um dia, surgiu a ideia de uma pequena mesinha para ficar ao lado da cama, usada basicamente para apoiar objetos. Esse móvel exercia a mesma função do escravo doméstico e foi chamado de criado. Então, para não confundir os dois, passaram a chamar o móvel de criado-mudo.

Assista ao vídeo da campanha:

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo