Saúde
Laudo da PF aponta que ‘vacinas’ aplicadas em empresários de BH eram soro fisiológico
Os investigadores concluíram a análise do material apreendido na casa da cuidadora de idosos Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas
Um laudo da Polícia Federal indica que ao menos parte das supostas vacinas aplicadas em empresários do setor de transportes em Belo Horizonte (MG) era, na verdade, soro fisiológico.
Os investigadores chegaram a essa conclusão após a análise do material apreendido na casa da cuidadora de idosos Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas, responsável pela aplicação.
Segundo a TV Globo, que obteve acesso ao laudo, não há indícios da presença de vacinas contra a Covid-19 no material agora sob controle policial.
“Os resultados dos exames são compatíveis com a descrição contida no rótulo do produto, ou seja, que o mesmo se trata de produto farmacêutico denominado soro fisiológico (solução cloreto de sódio)”, diz o documento obtido pela emissora.
Cláudia Mônica foi presa na última terça-feira 30 pela suposta vacinação clandestina na garagem de ônibus da empresa dos irmãos Rômulo e Robson Lessa, a Saritur. Os dois admitiram à PF a compra de imunizantes.
No último dia 26, a PF apreendeu uma lista com os nomes de 57 pessoas que teriam participado da vacinação fraudulenta.
Um das pessoas envolvidas é o ex-senador Clésio Andrade. Nesta quinta, ele afirmou ao G1 que esteve na garagem da família Lessa, mas negou ter recebido a vacina.
“Tive (sic) lá com alguns familiares, mas parece que foi soro, fraude. É isto?”, respondeu.
O caso veio à tona a partir de reportagem publicada pela piauí em 24 de março. Naquela data, a informação era de que empresários e políticos teriam recebido uma dose da vacina da Pfizer.
Segundo a reportagem, o grupo adquiriu as doses e não as repassou ao Sistema Único de Saúde. Quem participou da ‘vacinação’ teria desembolsado 600 reais.
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