Sociedade
IBGE diz que 3,1 milhões de pessoas perderam o emprego na pandemia
Julho registrou 12,9 milhões sem emprego, contra 9,8 milhões no início de maio
A pandemia do novo coronavírus já deixou pelo menos 3,1 milhões de pessoas sem emprego, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (PNAD Covid-19), havia 9,8 milhões de desempregados no Brasil entre 3 e 9 de maio, quando o IBGE começou a medir os impactos econômicos da pandemia.
No fim de julho, o número subiu para 12,9 milhões de pessoas sem emprego. Assim, a taxa de desocupação ficou em 13,7% para o período entre 19 a 25 de julho, estável em relação à semana anterior e com alta diante da primeira semana de maio (10,5%).
Empregados, afastados ou sem procurar emprego
A PNAD Covid-19 estimou 81,2 milhões a população ocupada no país no fim de julho, número em queda em relação à semana de 3 a 9 de maio, quando o Instituto registrava 83,9 milhões de pessoas.
Cerca de 5,8 milhões de pessoas estavam afastadas do trabalho, devido ao distanciamento social, número equivalente a 7,1% da população ocupada. O índice é menor que o identificado em maio, de 16,6 milhões de pessoas (19,8% dos ocupados).
Além disso, cerca de 18,5 milhões de pessoas que estão fora da força de trabalho e gostariam de trabalhar, segundo a pesquisa, não o fizeram por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam.
O índice é correspondente a 24,4% das pessoas fora da força de trabalho. O número é estável em comparação ao início de maio, que registrava 19,1 milhões de pessoas nessa condição (25,1%).
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