IBGE: Alta do desemprego atinge mais mulheres, negros e a região nordeste

Segundo o instituto, a desocupação em 2020 bateu recorde em 19 estados e no Distrito Federal; taxa geral do ano foi a maior desde 1993

Desemprego já alto cresceu ainda mais durante a pandemia, situação agravada por medidas de precarização aprovadas pelos recentes governos e chanceladas no Supremo Tribunal Federal. Foto: MAURO PIMENTEL/AFP

Desemprego já alto cresceu ainda mais durante a pandemia, situação agravada por medidas de precarização aprovadas pelos recentes governos e chanceladas no Supremo Tribunal Federal. Foto: MAURO PIMENTEL/AFP

Sociedade

A pandemia do coronavírus levou a taxa de desemprego a recordes em 19 estados brasileiros e no Distrito Federal. As pessoas mais atingidas pelo desocupação foram as mulheres, os negros e o moradores da região nordeste do País.

 

 

As informações foram divulgadas nesta quarta-feira 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Brasileiros com menor escolaridade também tiveram taxa de desemprego superior à média nacional.

O desemprego permanece acima da média entre mulheres (16,4%). Já entre os homens, a taxa é de 11,9%.

Já entre os negros a taxa é de 17,2%, acima da média nacional. A taxa de desocupação dos que se declararam brancos, por outro lado, ficou abaixo da média nacional: 11,5%.

No geral, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 13,5% em 2020, a maior desde 1993. No ano, 7,3 milhões de pessoas no país perderam o emprego no país, com a população ocupada chegando a 86,1 milhões, o menor número da série.

Estados

Segundo o IBGE, as maiores taxas de desocupação em 2020 foram verificadas na Bahia (19,8%), Alagoas (18,6%), Sergipe (18,4%) e Rio de Janeiro (17,4%), enquanto as menores com Santa Catarina (6,1%), Rio Grande do Sul (9,1%) e Paraná (9,4%).
Em São Paulo, a taxa foi de 13,9%, também recorde, mas bem mais próxima da média do País.

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