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Habeas Pater: O que se sabe sobre a operação da PF contra desembargador e advogado

A investigação suspeita de venda de sentenças. Se pai e filho vierem a responder pelos crimes, poderão ser condenados a 12 anos de prisão

Habeas Pater: O que se sabe sobre a operação da PF contra desembargador e advogado
Habeas Pater: O que se sabe sobre a operação da PF contra desembargador e advogado
A fachada do TRF-1. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira 14 a Operação Habeas Pater, voltada ao combate a possíveis crimes de corrupção ativa e passiva.

Os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça e miram o desembargador federal Cândido Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, e o filho dele, o advogado Ravik de Barros Bello Ribeiro.

Segundo a PF, os dois são suspeitos de manter ligação com investigados da Operação Flight Level II, também deflagrada nesta terça, com o objetivo de combater crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

A investigação na Habeas Pater suspeita de um esquema de venda de sentenças. Se pai e filho vierem a responder pelos crimes, poderão ser condenados a até 12 anos de prisão.

Ao todo, são cumpridos 17 mandados de busca e apreensão: nove em Brasília, sete em Belo Horizonte e um em São Luís. No caso da Flight Level II, são 25 mandados de busca e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e cinco mandados de prisão temporária, em São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. A Justiça também decretou o sequestro e o bloqueio de bens e valores dos envolvidos.

Cândido Ribeiro, natural de São Luís, foi nomeado juiz do TRF-1 em 1996. Ele assumiu a presidência da Corte em abril de 2014, para o biênio 2014-2016.

Ravik é sócio de um escritório de advocacia especializado na área penal, em Brasília. Ele informa que a companhia também tem se dedicado a Direito Público e Administrativo.

Segundo o Ministério Público Federal, apurações já realizadas indicam que apenas em criptomoedas as empresas envolvidas no esquema teriam movimentado valores superiores a 60 milhões de reais.

Trata-se da primeira operação decorrente do trabalho coordenado entre a PGR e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais.

Em nota, o gabinete de Cândido Ribeiro afirmou que a operação corre em sigilo e que o desembargador não tem nada a declarar. Ravik Ribeiro ainda não se manifestou.

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