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Futebol feminino é ato de resistência na periferia. Assista ao vídeo

Mesmo com a visibilidade trazida pela Copa, o futebol feminino continua refletindo a desigualdade de gênero no esporte

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“Não vai ter uma Formiga para sempre, uma Marta, uma Cristiane. O futebol feminino depende de vocês para sobreviver. Pensem nisso, valorizem mais. Chorem no começo para sorrir no fim”. Essa foi a fala da integrante da Seleção Brasileira Marta, melhor jogadora do mundo de futebol, que fez um discurso emocionante na despedida do Brasil na Copa do Mundo feminina, que aconteceu neste ano, na França.

E o discurso emocionado de Marta encerra a primeira copa do mundo de futebol feminino transmitida nos canais de televisão. Além disso, algumas empresas deram direitos iguais aos seus funcionário: folga para todos assistirem as partidas que a seleção brasileira disputava.

 

E mesmo com toda a visibilidade trazida pela Copa, o futebol feminino continua em desvantagem, refletindo a desigualdade de gênero dentro do esporte. Salários infinitamente menores, menos visibilidade,  falta de patrocínio e a luta diária contra o preconceito.

E essa dificuldade vai piorando conforme ela chegando nas periferias das cidades. Em São Paulo, no bairro Jardim Castelo, nos campos que são alugados pelo equipes de várzea – nome paulistano dado ao futebol amador – as mulheres ficam com a xepa.

Os campos só podem ser utilizados pelos times femininos depois que os masculinos acabarem seus jogos. Os vestiários ficam todos sujos com a passagens dos homens por lá. Além disso, os times femininos encontram dificuldades em obter patrocínio, o mínimo que seja, ficando impossível de investir em coisas básicas como estrutura, uniforme e até mesmo  água para a equipe.

A diretora da Liga Feminina de Futebol Amador, Maria Amorim, conversou com nossa reportagem para contar como é a realidade do futebol de várzea feminino. Segundo ela, é um “ato de resistência”.

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