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Fifa abre processo disciplinar contra Suárez por mordida

Sociedade

A Fifa confirmou nesta quarta-feira 25 que abriu um processo disciplinar contra Luís Suárez, atacante uruguaio que mordeu o zagueiro italiano Giorgio Chiellini durante a partida disputada entre as duas seleções nesta terça-feira, em Natal.

Segundo determinação da Fifa, o atacante e a Associação Uruguaia de Futebol têm até as 17h (horário de Brasília) desta quarta-feira para “se posicionarem e oferecerem qualquer prova documental que considerem pertinentes”.

A agressão foi flagrada por câmeras que acompanhavam a partida. Entretanto, numa coletiva de imprensa após a partida, o técnico da seleção uruguaia, Oscar Tabarez, disse não ter visto a mordida e afirmou que o jogador está sendo vítima de jornalistas. “Ele é o alvo favorito de muitos veículos.”

De acordo com o vice-presidente da Fifa, Jim Boyce, o incidente será investigado e as medidas necessárias serão tomadas. “Não há dúvida de que Luis Suárez é um jogador fantástico, mas mais uma vez suas ações abriram espaço para críticas severas”, disse Boyce à emissora BBC.

Em entrevista à imprensa uruguaia, Suárez minimizou o incidente: “todos nós jogadores sabemos o que acontece em campo, nós não temos que levar nada tão a sério”.

Se a Fifa considerar o jogador culpado, o atacante, reincidente neste tipo de agressão, poderá ser suspenso e não atuar mais nesta Copa do Mundo. A próxima partida do Uruguai será disputada contra a Colômbia, no próximo sábado, no Maracanã.

Mordidas recorrentes
Esta não é a primeira vez que o uruguaio crava os dentes num adversário. Em 2010, “El Pistolero” ainda atuava pelo Ajax Amsterdam, da Holanda, e, no clássico contra o arquirrival PSV Eindhoven, mordeu o zagueiro Otmar Bakkal. A atitude lhe rendeu o apelido de “canibal do Ajax” e uma suspensão de sete jogos no Campeonato Holandês.

A última mordida foi em abril de 2013, jogando no Liverpool, e resultou numa suspensão de dez partidas. A vítima foi o zagueiro sérvio Branislav Ivanovic, do Chelsea. Mais uma vez, o uruguaio reconheceu o erro e admitiu a punição.

  • Edição Luisa Frey

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