…

Em vez de “acabar”, Cracolândia muda de endereço em São Paulo

Sociedade

Após a operação da Prefeitura de São Paulo que retirou os usuários de drogas das principais áreas de consumo e venda, o prefeito João Dória afirmou que “a Cracolândia está acabada”. O prefeito emendou ainda que a partir daquela data, o uso de crack naquela região havia se tornado “passado”.

A movimentação, no entanto, não acabou. Com a ação, os usuários foram expulsos da Alameda Dino Bueno e da Rua Helvétia, no centro de São Paulo, onde funcionavam as tendas do programa De Braços Abertos e se direcionaram para a Praça Princesa Isabel, onde permanecem.

Dória

Dória caminha sobre os escombros da Cracolândia após a megaoperação (Eduardo Ogata/Divulgação)

O chamado “fluxo”, ponto onde ocorre o tráfico de drogas, também se deslocou para a praça. Os usuários, bem como os traficantes, estão no local que se tornou um novo centro da Cracolândia. A orientação dos policiais e dos agentes da prefeitura no local é que pedestres e a imprensa não entrem na praça.

Após o desabamento da parede de uma pensão durante uma operação de obras da Prefeitura na tarde da terça-feira 21, os usuários tentaram ocupar novamente as principais ruas do local por meio de uma movimentação em massa. Cercados por policiais militares, foram surpreendidos com bombas de gás, balas de borracha, além da cavalaria e do forte aparato militar da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana.

Em minutos a movimentação foi dispersada pela ação da PM e da GCM, e os usuários voltaram a Praça Princesa Isabel, onde permanecem.

Veja mais fotos

Movimentação em massa

Os usuários pararam o trânsito na Avenida Rio Branco para chegar novamente no ‘fluxo’ da Alameda Dino Bueno (Victória Damasceno)

PM

Com forte aparato militar, a PM inibiu a reocupação do local com bombas de gás e balas de borracha (Victória Damasceno)

Morador

Com a filha pequena, um morador do local foge do conflito (Victória Damasceno)

 

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Compartilhar postagem