Em depoimento, segurança diz que queria apenas ‘imobilizar’ João Alberto

Giovane Gaspar da Silva está preso preventivamente desde a semana passada

Reprodução/Redes Sociais

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Sociedade

O policial militar temporário Giovani Gaspar da Silva, segurança envolvido no assassinato de João Alberto Silveira Freitas, homem negro de 40 anos, em uma unidade do Carrefour em Porto Alegre (RS), negou que tenha discutido com a vítima antes do trágico desfecho. O PM, que prestou depoimento na tarde desta sexta-feira 27, também afirmou que não teve intenção de matar João Alberto.

 

 

Em entrevista coletiva concedida nesta tarde, a delegada Roberta Bertoldo divulgou informações sobre a defesa de Giovane Gaspar.

“Ele destacou que jamais agiria para produzir um resultado tão gravoso. E que agiu assim por conta de a vítima estar bastante alterada. Mas assumiu que desferiu socos e chutes no sentido de conter a situação”, disse a delegada.

“A intenção dele [segundo o depoimento] era tão somente de imobilizar a vítima em razão de que, depois de ela tê-lo atingido com um soco, teria ficado extremamente agressiva”, completou Bertoldo.

Giovane está preso preventivamente desde a última sexta-feira 20. Além dele, cumprem prisão preventiva o segurança Magno Borges Braz, que participou da agressão contra João Alberto, e a fiscal de segurança Adriana Alves Dutra, que aparece filmando os golpes desferidos contra a vítima.

Segundo a diretora do Departamento de Homicídios, a delegada Vanessa Pitrez, a Polícia acredita que Adriana Alves Dutra teve participação decisiva nas agressões sofridas por João Alberto, porque ela teria um poder de comando sobre os dois seguranças. “A lei contempla como coautora a pessoa que tem poder de evitar e não o fez”, disse Pitrez.

 

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