Sociedade

Corpo de corretora desaparecida em Goiás é encontrado; síndico foi preso

Daiane Alves Souza, de 43 anos, estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro

Corpo de corretora desaparecida em Goiás é encontrado; síndico foi preso
Corpo de corretora desaparecida em Goiás é encontrado; síndico foi preso
O corpo da corretora de imóveis Daiane Alves foi encontrado; o síndico do prédio confessou o crime e foi preso. Créditos: Arquivo Pessoa/Fernanda Alves e Reprodução TV Anhanguera
Apoie Siga-nos no

O corpo da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, que estava desaparecida desde dezembro em Caldas Novas, Goiás, foi encontrado pela Polícia nesta quarta-feira 28.

O síndico do prédio em que a mulher morava, Cleber Rosa de Oliveira, assumiu o crime e foi preso, em casa. O filho do homem, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso suspeito de obstruir as investigações. Um porteiro, que não teve o nome divulgado, também foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos.

Após a prisão, o homem confessou à polícia o local em que escondeu o corpo da vítima, que foi encontrado em uma área de mata, em avançado estado de decomposição. O local fica cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, às margens da GO-213, que liga Caldas Novas a Ipameri e Pires do Rio.

O síndico narrou aos policiais que agiu sozinho e que cometeu o crime no dia 17 de dezembro, após ter tido uma discussão acalorada com a mulher. A data coincide com o seu desaparecimento. Na ocasião, ela foi filmada por câmeras de segurança do prédio entrando no elevador, passando pela portaria para falar com o porteiro e depois retornando ao elevador, descendo para o subsolo. A partir daí, ela não foi mais vista.

Cleber disse que saiu sozinho do condomínio, dirigindo sua picape, após colocar o corpo da mulher na carroceria do automóvel. O homem não detalhou aos policiais como matou a vítima, mas a suspeita é a de que o crime tenha sido cometido no subsolo, no momento em que a mulher foi ao quadro de luz verificar a falta de energia em seu apartamento.

Na noite em que desapareceu, Daiane enviou um vídeo para uma amiga dizendo que a energia havia sido desligada. Segundo familiares, as quedas de energia eram provocadas, de modo proposital.

Segundo o Ministério Público, que denunciou o suspeito pelo crime de perseguição (stalking), com agravante de abuso de função, o síndico e a corretora tinham um histórico de desavenças desde novembro de 2024, quando a mulher alugou o apartamento de sua mãe, no condomínio, para duas famílias de turistas, sendo o total de hóspedes acima do número permitido pelas regras condominiais. Daiane era responsável por cuidar dos apartamentos da família no condomínio, localizado no bairro Thermal. Os imóveis eram alugados por temporada.

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo