Sociedade
Ceará chega ao décimo dia de motim policial e soma 195 homicídios
OAB do Ceará foi convocada para estabelecer diálogo entre as partes e pediu lista de reivindicações aos policiais para apresentar ao governo
A paralisação de parte dos policiais militares no Ceará chega no seu décimo dia nesta quinta-feira 27 com aumento do número de homicídios para 195. Para tentar solucionar o caso, o presidente da OAB do Ceará, Erinaldo Dantas, solicitou aos representantes dos policiais que apresentem uma lista de reivindicações para que sejam apresentadas ao governo do Estado. A Ordem dos Advogados do Ceará foi convocada pelos poderes constituídos do Estado do Ceará – executivo, legislativo e judiciário, o MP-CE e o exército brasileiro para ser mediadora entre as partes.
O governo também solicitou ao Governo Federal a prorrogação da permanência de militares do Exército no estado. O prazo inicial se encerraria na sexta-feira 28.
O motim começou na terça-feira 18, quando homens encapuzados que se identificam como agentes de segurança do Ceará invadiram e ocuparam quarteis, depredando veículos da polícia. Policiais reivindicam aumento salarial acima do proposto pelo governador Camilo Santana. Um dia depois, ao tentar conter o motim e entrar em um dos batalhões ocupados com uma retroescavadeira, o senador Cid Gomes foi atingido por dois disparos de arma de fogo. A sexta-feira 21 foi o dia mais violento do ano no Estado, com 37 homicídios.
No dia 21 de fevereiro, o Estado ganhou o apoio de tropas do exército que começaram a monitorar as ruas. Segundo o governo, 230 policiais foram afastados por participação no motim e 47 presos por deserção, motim e queima de veículo particular.
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