Sociedade

Casos de linchamento crescem nas praias do Rio, aponta levantamento

As agressões acontecem contra supostos acusados de praticarem furtos contra banhistas ou promoverem arrastões

Casos de linchamento crescem nas praias do Rio, aponta levantamento
Casos de linchamento crescem nas praias do Rio, aponta levantamento
Créditos: Divulgação Redes Sociais
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Os casos de linchamento vem aumentando nas praias do Rio de Janeiro. Um levantamento feito pelo jornal O Globo mostra que, em três semanas, foram registradas 12 práticas da natureza. As agressões acontecem contra supostos acusados de furtar banhistas ou promover arrastões.

A partir de cruzamento de dados da Guarda Municipal, das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e ainda considerando vídeos publicados nas redes sociais, o jornal chegou a pelo menos cinco crimes semelhantes em Ipanema, um no Arpoador, três em Copacabana e três no Leme, no período de 5 a 26 de janeiro.

No perfil do Instagram Alerta Zona Sul, os registros vem sendo cada vez mais comuns. A página registrou, há quatro dias, vídeo de banhistas agredindo um suposto ladrão na praia do Leme. Há casos semelhantes em outras localidades da cidade, também publicados pelo perfil.

Segundo a Polícia Civil, os casos registrados são investigados visando à identificação dos autores dos crimes. “Os agentes coletam informações, ouvem testemunhas e analisam imagens de câmeras instaladas em cada localidade para determinar as circunstâncias de cada ação”, disse a corporação ao jornal carioca.

Dados do Instituto de Segurança Pública mostram que, historicamente, os roubos e furtos de celular na Zona Sul disparam nos meses de verão. Enquanto de julho a setembro de 2021 foram 282 roubos e 901 furtos nas áreas do 19º BPM (Copacabana) e do 23º BPM (Leblon), entre outubro e dezembro do mesmo ano, foram 317 e 1.078 — um aumento no trimestre de 12% e 19%, respectivamente, com a chegada do calor.

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