Sociedade
Buscas por crianças desaparecidas no Maranhão entram no 12º dia
Irmãos foram vistos pela última vez no dia 4 de janeiro, na zona rural do município de Bacabal, interior do estado
As buscas pelas duas crianças desaparecidas no interior do Maranhão entram no 12º dia nesta quinta-feira, 15.
Os irmãos Ágatha Isabelly Reis Lago, de seis anos, e Allan Michael Reis Lago, de quatro, estão desaparecidos desde 4 de janeiro, quando saíram para brincar em uma área de mata no território quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural do município de Bacabal.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, as buscas foram reforçadas nesta quinta-feira com a chegada de 12 bombeiros militares dos estados do Pará e do Ceará, além da incorporação de mais seis cães farejadores. A força-tarefa reúne mais de 500 agentes, entre policiais civis (delegados e investigadores), policiais militares, Força Estadual, equipes do Centro Tático Aéreo (CTA), Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil Estadual, setores de Inteligência, Perícia Oficial e Exército.
A operação também conta com apoio logístico da Prefeitura de Bacabal, além da atuação da Guarda Municipal, da Defesa Civil Municipal e de voluntários.
Ainda de acordo com a pasta, os trabalhos incluem o uso de aeronave para sobrevoo da área de mata e drones equipados com tecnologia termal, utilizados inclusive em buscas noturnas. O Corpo de Bombeiros também realiza varreduras subaquáticas em rios e lagos próximos à região, em busca de vestígios das crianças.
A força-tarefa mantém duas bases de apoio em pontos estratégicos: uma no povoado São Sebastião dos Pretos, onde as crianças residem, e outra no povoado Santa Rosa, nas proximidades da área de mata onde o menino Anderson Kauã, de 8 anos, primo dos irmãos, foi encontrado. As duas localidades ficam a cerca de 20 quilômetros da sede do município.
O garoto permanece em acompanhamento médico em um hospital de Bacabal e já passou por todos os exames necessários para avaliação de seu estado clínico. Segundo a SSP-MA, ele também foi ouvido por uma equipe especializada do Instituto de Perícia da Criança e do Adolescente (IPCA), responsável pelas perícias psicológica e social. Não há indícios de que tenha sofrido violência sexual.
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