Brumadinho: 60 mortos, 192 feridos e 292 desaparecidos

As buscas por sobreviventes entram no quarto dia. Veja fotos

Sociedade

As buscas por vítimas e sobreviventes do rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, foram retomadas na manhã desta segunda-feira (28). O risco de ruptura em uma segunda barragem, dessa vez de água, na noite de domingo (27) havia suspendido os trabalhos por pelo menos dez horas.

A defesa civil de Minas Gerais confirmou em seu último boletim 60 mortes. Desses, 19 foram identificados. Até agora 192 pessoas foram resgatadas e 292 vítimas ainda estão desaparecidas.

As buscas entraram em seu quarto dia. Além dos 270 brasileiros de diferentes órgãos, militares de Israel devem auxiliar na missão de resgate. Entre as vítimas estão trabalhadores da Vale, de locais que ficam nas imediações e moradores da região.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), afirmou em entrevista nesta manhã que os militares devem “contribuir muito para encontrar novos sobreviventes”.

A perspectiva do chefe de operações do Corpo de Bombeiros, o tenente coronel Eduardo Angelo, é menos otimista. No domingo ele afirmou que “a partir de agora as chances de encontrar pessoas com vidas são muito pequenas”.

A barragem que ficava no Córrego do Fundão se rompeu no início da tarde de sexta-feira 25. A lama passou por cima de uma pousada, centros administrativos da Vale, e pela zona rural do município.

O local da pousada foi identificada pelos Bombeiros, mas o edifício, completamente levado pela lama. Estima-se que ao menos 35 pessoas estavam no local na hora do desastre. Um ônibus também foi encontrado. Ainda não se sabe quantas pessoas estavam nele.

O refeitório da Vale também foi arrastado pela lama e seus destroços podem ter sido levados para quilômetros de distância, segundo corporação. No local a profundidade da lama chega a 15 metros.

Os bombeiros admitiram ainda que tendo em vista o tamanho do desastre existe a possibilidade de alguns corpos nunca serem encontrados. As chuvas dificultaram bastante o trabalho de resgate no primeiros dias. Agora, com a lama mais sólida, a tendência é que o resgate se intensifique, inclusive com a ajuda de cães farejadores.

Para garantir o financiamento de ações emergenciais na área, a Justiça determinou o bloqueio de mais de cinco bilhões de reais da Vale, proprietária da barragem. Somando-se as duas decisões judiciais anteriores, o total bloqueado chega a 11 bilhões de reais.

 

 

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