Sociedade
Bombeiros confirmam 47 mortes após chuvas em Minas Gerais
Juiz de Fora concentra a maioria das vítimas; Ubá também tem mortos e desaparecidos
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais confirmou 47 mortes em decorrência das chuvas dos últimos dias na região da Zona da Mata, sudeste do estado. O número de vítimas ainda pode aumentar, pois 20 pessoas seguem desaparecidas em Juiz de Fora e duas em Ubá, segundo o último balanço, divulgado pouco depois das 19h desta quarta-feira 25.
Juiz de Fora, maior cidade da região, foi também a mais afetada pelo temporal que caiu entre a noite de segunda-feira e a madrugada de terça (dias 23 e 24). Até o momento, foram confirmadas 41 mortes na cidade. As outras seis mortes aconteceram em Ubá.
Segundo o corpo de bombeiros, mais de 400 pessoas estão desabrigadas em Juiz de Fora e outros 197 estão desalojados. Em Ubá, são 38 desabrigados e 321 desalojados. Mais de 200 pessoas já foram resgatadas de áreas de risco.
A madrugada de terça para quarta-feira foi de chuvas menos intensas. Os bombeiros seguem trabalhando para tentar localizar as pessoas desaparecidas. Houve muitos deslizamentos de encostas e desabamentos de imóveis. Dezenas de vias estão intransitáveis, o que dificulta o deslocamento das viaturas.
Mais de 200 pessoas que estavam ilhadas ou presas após desabamentos foram resgatadas com vida. Além de Juiz de Fora e Ubá, houve grande impacto também em Matias Barbosa, outra cidade da região, que, apesar dos danos materiais, não teve registro de mortes.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) segue prevendo grande volume de chuvas para a região da Zona da Mata Mineira, ao menos até a próxima sexta-feira 27. O alerta vale também para a região do Vale do Rio Doce, em Minas; para toda a área dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo; e para o litoral de São Paulo.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



