Política

Bala que matou soldado da Rota em São Paulo não saiu de arma apreendida pela polícia, diz laudo

A morte do policial Patrick Bastos Reis deu origem à Operação Escudo, que deixou 28 mortos no litoral paulista

Bala que matou soldado da Rota em São Paulo não saiu de arma apreendida pela polícia, diz laudo
Bala que matou soldado da Rota em São Paulo não saiu de arma apreendida pela polícia, diz laudo
Segundo inquérito, Deivinho (à esquerda) é o autor do disparo que matou o PM (ao centro). Kauã também é acusado de participar do crime. Créditos: Polícia Civil e Reprodução
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A bala que atingiu e matou o policial da Rota Patrick Bastos Reis, no Guarujá, litoral de São Paulo, não saiu de uma pistola semiautomática 9 milímetros, atribuída à ação de um suposto “sniper do tráfico” à época. A informação consta de um laudo balístico divulgado nesta quarta-feira 18 pelo G1.

O soldado foi baleado enquanto fazia um patrulhamento na comunidade da Vila Zilda, em 27 de julho. Quatro dias depois, uma pistola foi encontrada em um beco da cidade. A suspeita era que Erickson David da Silva, conhecido como Deivinho, tivesse efetuado o disparo.

No laudo balístico, a perícia apontou que a arma encontrada tinha numeração raspada e estava “em péssimo estado de conservação”, mas passou por testes que evidenciaram seu potencial para realização de disparos.

Acrescentou, no entanto, que bala extraída do PM não pode ter saído daquela arma, dadas “discordâncias entre os projéteis (testemunha e incriminados), nos elementos de ordem genérica (profundidade, largura e distância entre as impressões de raias) e, sobretudo, nos elementos de natureza específica (estriamentos finos), que como se sabe, são individualizadores em exames microcomparativos”.

O laudo também aponta que a arma “produzia nos cartuchos testemunhas, marcas e picotes discordantes em localização, conformação e profundidade àquele existente nos estojos incriminados”.

Erickson está preso preventivamente, assim como seu irmão, Kauã Jason da Silva, por suspeita de envolvimento no crime. À época, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, disse que Kauã tinha a “função” de se posicionar na comunidade Vila Júlia, armado e com um comunicador, pronto para avisar os comparsas sobre a chegada de viaturas policiais. A versão foi endossada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e pelo delegado titular do Distrito Policial Sede de Guarujá, Antonio Sucupira Neto.

A morte do PM deu origem à Operação Escudo, que deixou 28 mortos.

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