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Assassinatos caem, mas conflitos no campo voltam a crescer no primeiro semestre de 2026
A contaminação por agrotóxicos foi a forma de violência que mais registrou aumento
O primeiro semestre de 2026 registrou um retorno no aumento nos conflitos no campo, segundo relatório da Comissão Pastoral da Terra divulgado nesta quarta-feira 2. A instituição aponta que de janeiro a junho foram 841 casos, um crescimento de 5,3% na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram 798 registros.
Em relação à violência contra a pessoa, foram registrados até o momento seis assassinatos em conflitos no campo, uma queda de 77% em relação aos 27 casos registrados no primeiro semestre do ano anterior.

Os levantamentos são realizados com base nas fontes coletadas pelas/os agentes da Pastoral da Terra em todo o Brasil e também as fontes coletadas por meio da clipagem junto à imprensa em geral, bem como em divulgações de órgãos públicos, movimentos sociais e organizações parceiras ao longo do ano.
Em relação aos conflitos, eles são divididos nos seguintes eixos: terra (711 registros), água (100) e trabalho escravo rural (30). O estado do Maranhão continua sendo o que mais registrou conflitos no campo neste primeiro semestre (156), uma tendência que já vem sendo observada nos últimos anos.
A maior parte destes conflitos envolve as violências pela ocupação e a posse da terra, com um pequeno aumento em relação a 2025, passando de 584 para 663, em 2026. Já o número de resistências, como ocupações e acampamentos, diminuiu de 66 para 48, mas segue uma tendência dos últimos 10 anos.
A contaminação por agrotóxicos foi a forma de violência que mais registrou aumento, seguida de invasão aos territórios, desmatamento ilegal e ameaça de despejo, violências ligadas à expansão do agronegócio.
Já os conflitos por água tiveram mais do que o dobro de aumento em relação ao primeiro semestre do ano passado (de 47 para 100 registros), em 20 estados. O Pará teve o maior número de registros, com 16 ocorrências, seguido por Minas Gerais (11), Amazonas e Mato Grosso (com 10 conflitos cada).
Conflitos pela água no primeiro semestre de 2026. Foto: CPT/Reprodução
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