Sociedade
Após morte de Genivaldo, PRF orienta que agentes evitem contato físico e ameaças
Diretriz aponta que armas de fogo devem ser utilizadas como último recurso
Dois meses após a morte de Genivaldo de Jesus Santos, asfixiado em uma viatura da Polícia Federal Rodoviária, em Sergipe, a corporação editou nova diretriz sobre abordagem de pessoas em crise de saúde mental. Segundo o documento, os agentes devem evitar o contato físico e ameaças contra o indivíduo.
A orientação diz que “ao tomar conhecimento de ocorrência envolvendo pessoa em crise de saúde psíquica”, mas não cita o caso de Genivaldo.
Conforme uma das diretrizes, o policial rodoviário não deve “ameaçar a pessoa em crise com prisão ou outras ameaças semelhantes, pois isso pode criar mais medo, estresse e potencial agressão [aos agentes]”.
“A contenção física e mecânica é uma medida de exceção e deve ser encarada como o último recurso para o controle da situação”, cita trecho do documento.
A orientação acrescenta ainda que, no caso de uma reação potencialmente letal por parte de um indivíduo em crise, é recomendado o uso de armamento como “meio mais adequado”.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Escoltados pela PRF, Bolsonaro e Carla Zambelli andam de moto sem capacete em Uberlândia
Por CartaCapital
Bolsonaro chama Genivaldo de ‘marginal’, defende PRF e pede tratamento ‘isonômico’
Por Getulio Xavier



