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Após incêndio, prédio ocupado no centro de São Paulo desaba

[vc_row][vc_column][vc_column_text] Edifício no Largo do Paissandu abrigava ao menos 150 famílias sem-teto; desabamento ocorreu após incêndio, que teria começado no quinto andar [/vc_column_text][vc_empty_space][vc_column_text] Um incêndio de grandes proporções na madrugada desta terça-feira causou o desabamento de um prédio de 24 andares no Largo do Paissandu, […]

Após incêndio, prédio ocupado no centro de São Paulo desaba
Após incêndio, prédio ocupado no centro de São Paulo desaba
Bombeiros fazem busca com cães farejadores em meio aos escombros (Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil)
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Edifício no Largo do Paissandu abrigava ao menos 150 famílias sem-teto; desabamento ocorreu após incêndio, que teria começado no quinto andar

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Um incêndio de grandes proporções na madrugada desta terça-feira causou o desabamento de um prédio de 24 andares no Largo do Paissandu, no centro de São Paulo, onde viviam ao menos 150 famílias sem-teto. Um homem que era resgatado antes do prédio desabar, uma mulher e suas duas filhas estão desaparecidos.

Agora, os bombeiros fazem busca no local com auxílio de cães farejadores. Segundo relato de moradores da ocupação, o fogo começou por volta da 1h30 após uma explosão no quinto andar. O cadastro da Secretaria de Habitação de São Paulo aponta que aproximadamente 150 famílias viviam no prédio.

Dois edifícios foram atingidos pelo fogo, e até o início da tarde desta terça-feira 1, nove prédios da região estavam isolados, informou a Defesa Civil. Entre os imóveis está a Igreja Martin Luther, primeiro templo luterano da capital.

Segundo a prefeitura, pelo menos 191 pessoas vindas do edifício foram recebidas em abrigos, e ao menos 25% das famílias que viviam no local eram estrangeiras, em boa medida de refugiados.

Temer hostilizado

O presidente Michel Temer esteve por cerca de cinco minutos no local. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o carro onde o presidente estava foi chutado e atingido por objetos arremessados por moradores do centro.

Temer se justificou dizendo “que estava em São Paulo e não poderia deixar de ir porque ficaria muito mal não aparecer.” O presidente afirmou que o governo federal dará assistência às famílias, e saiu rapidamente do local.

O governador Marcio França esteve no local durante a madrugada, e chamou o caso de “tragédia anunciada”, e reclamou de não conseguir levar adiante as reintegrações de posse dos quase 150 prédios ocupados no centro em função de liminares expedidas pela justiça.

França ofereceu aos sobreviventes auxílio-moradia para que busquem casas alugadas e abrigos provisórios. O governador não indicou quais abrigos.

Na mesma linha de França, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, que também esteve no local, afirmou ao mesmo jornal que havia tratativas para que o prédio fosse recebido pelo município, e que a prefeitura “agiu no limite de sua função ao cadastrar as famílias na Secretaria de Habitação.”

O pré-candidato à presidência, Guilherme Boulos, que é também coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, afirmou em suas redes sociais que “as pessoas que vivem numa ocupação como a que foi atingida pela tragédia não estão ali porque querem viver em condições precárias, mas porque que não têm nenhuma outra alternativa senão viver sob o risco.”

Edifício

Inaugurado em 1966, o prédio foi construído para a sede da Cia Comercial Vidros do Brasil, e abrigou durante vários anos a sede da Polícia Federal. Depois de ano vazio, o local foi ocupado pelo movimento Luta por Moradia Digna (LMD). O prédio pertence a União e foi esvaziado em 2001.

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