Saúde

Anvisa descarta emergência em saúde após furto de amostras virais da Unicamp

São suspeitos a professora Soledad Palameta Miller e seu marido, o veterinário e doutorando Michael Edward Miller; o caso segue sendo investigado pela PF

Anvisa descarta emergência em saúde após furto de amostras virais da Unicamp
Anvisa descarta emergência em saúde após furto de amostras virais da Unicamp
Universidade Estadual de Campinas. Foto: Thomaz Marostegan/Unicamp
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, informou que não identifica, até o momento, uma situação de emergência em saúde em decorrência do furto de amostrais virais de um laboratório da Unicamp, em Campinas (SP).

“Em que pese o fato de a Anvisa não ser a responsável pela fiscalização de laboratórios de pesquisa científica e experimental, os técnicos da agência não constataram, com base nas informações disponíveis até o momento, a hipótese de emergência de saúde em decorrência desse material”, declarou a agência em nota divulgada na segunda-feira 30.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Federal e o inquérito corre sob sigilo. A Anvisa atuou com colaboração técnica na operação que possibilitou o resgate das amostras furtadas.

São suspeitos pelo furto do material biológico a professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, e seu marido, o veterinário e doutorando Michael Edward Miller. A corporação acredita que o furto esteja relacionado a interesses de pesquisa do casal, descartando um caso de terrorismo biológico.

As amostras furtadas foram recuperadas na Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp e no Instituto de Biologia, onde fica o Laboratório de Virologia, de onde as primeiras amostras teriam sido furtadas. Segundo as investigações, diante a repercussão do caso, a pesquisadora Soledad teria voltado à universidade e tentado descartar o material biológico para se livrar de evidências do furto.

Teriam sido levadas cepas dos vírus da dengue, Zika, chikungunya, Epstein-Barr, herpes e coronavírus, além de vírus da gripe H1N1 e H3N9.

Em última manifestação sobre o caso, registrada no dia 26 de março, a Unicamp declarou que está colaborando integralmente com as autoridades policiais e judiciárias para o esclarecimento dos fatos e que, caso fiquem comprovadas as implicações criminais, tomará todas as medidas cabíveis para a devida responsabilização dos envolvidos.

“Em respeito à autoridade legal da PF e para não comprometer a integridade das investigações em curso, a Universidade não se pronunciará, por ora, sobre o conteúdo específico dos materiais em questão”, registrou.

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