Sociedade

A hashtag #MeToo e o assédio global contra mulheres

Após denúncias de assédio de atrizes de Hollywood contra produtor de cinema, movimento tomou conta do Facebook e do Twitter

Intuito da atriz com a hashtag #MeToo é mostrar a dimensão do assédio sexual
Intuito da atriz com a hashtag #MeToo é mostrar a dimensão do assédio sexual
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Depois de ganhar as redes sociais do Brasil com a hashtag #MeuPrimeiroAssedio e #MeuAmigoSecreto, as denúncias de abuso sexual sofrido por mulheres ganharam o  mundo a partir da hashtag #MeToo (“eu também”).

A mobilização começou em resposta às denúncias contra o produtor de cinema Harvey Weinstein, acusado pelas atrizes do calibre de Gwyneth Paltrow, Angelina Jolie, Cara Delevingne, Lea Seydoux, Rosanna Arquette e Mira Sorvino, entre outros, por assédio sexual.

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A hashtag, porém, surgiu quando o jornal The New York Times publicou um artigo de opinião assinado por Mayim Bialik, da série The Big Bang Theory, afirmando que as mulheres são assediadas com base em um “nível hierárquico” de beleza, além da forma como se vestem.

Foi neste momento em que a atriz Alyssa Milano utilizou sua conta no Twitter pedindo que mulheres respondessem ao seu tuíte com a hastag #MeToo caso houvessem sido vítimas de assédio sexual. Segundo a atriz, a iniciativa busca mostrar à população a dimensão do problema enfrentado pelas mulheres.

O caso teve ainda maior repercussão com a participação da senadora democrata Elizabeth Warren, que publicou em sua conta no Facebook um pedido semelhante para que vítimas de assédio utilizassem a hashtag em seus perfis. 

As postagens já somam mais de 55 mil comentários e 23 mil compartilhamentos nas duas plataformas. A hashtag já foi mencionada 200 mil vezes nas redes.

Os principais argumentos falam sobre a importância de não responsabilizar a vítima de assédios e abusos sexuais, além de ressaltar que todas as mulheres estão passíveis de sofrer esse tipo de agressão. 

Campeã olímpica em Lodres-2012, a ginasta americana McKayla Maroney também usou a hashtag para contar sua própria história de abuso e mostrar que o assédio e o abuso sexual contra mulheres não se restringem a Hollywood.

“Começou quando eu tinha 13 anos, em um dos primeiros campeonatos nacionais, no Texas, e não parou até que eu me aposentasse”, afirmou a jovem de 21 anos, que parou de competir em 2016. O acusado, o médico Larry Nasser, é apontado como o abusador de dezenas de atletas, homens e mulheres, ao longo de duas décadas de carreira.

“Nosso silêncio deu poder às pessoas erradas por muito tempo. É a hora de retomarmos nosso poder. E lembre-se: nunca é tarde para denunciar!”

CartaCapital
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