Saúde

‘Vacinar crianças é crucial para combater a pandemia’, afirma infectologista

O governo disse que encomendou 20 milhões de doses da Pfizer destinadas ao público infantil, suficientes para a primeira etapa

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

A vacinação de crianças de 5 a 11 anos deve começar em breve no Brasil. O Ministério da Saúde ainda não fixou uma data, mas a expectativa é de que dia 13 de janeiro cheguem as primeiras doses pediátricas da Pfizer para a distribuição aos estados e municípios.

Vinte dias depois da autorização da Anvisa, o governo enfim incluiu crianças entre 5 e 11 anos na campanha de imunização contra a Covid-19, passo fundamental no combate à pandemia, disse à RFI o infectologista André Bon.

“A gente só vai conseguir acabar com a pandemia quando grande parte da população estiver vacinada. E hoje as crianças não estão imunizadas, representando um bolsão de transmissão, um risco a pessoas imunossuprimidas, e também um risco para o surgimento de novas variantes, como aconteceu em locais onde a vacinação era baixa”, afirma o médico.

O governo disse que encomendou 20 milhões de doses da Pfizer destinadas ao público infantil, suficientes para a primeira etapa, mas este mês apenas 3,7 milhões devem chegar ao país.

Estados e municípios vão estabelecer os critérios, seguindo diretrizes do Ministério da Saúde, de começar a vacinação pelos mais velhos e com prioridade para crianças com deficiência ou comorbidade, indígenas e quilombolas.

2,5 mil crianças morreram devido à Covid

No Brasil, mais de 2,5 mil crianças e adolescentes morreram de Covid ao longo da pandemia. “Por não terem sido vacinadas até agora, as crianças são mais suscetíveis, no meio de uma pandemia e com uma nova variante mais transmissível. Com isso a gente vem observando, em vários países, um aumento na proporção de crianças entre o número de infectados, inclusive entre os casos mais graves”, considera Bon.

O governador do Piauí Wellington Dias (PT), do Fórum Nacional dos governadores, disse que assim que as doses pediátricas estiverem disponíveis, os pequenos começarão a ser vacinados.

“Da parte dos governadores e prefeitos, assim que as doses chegarem, começaremos a imunizar as crianças. E, claro, continuaremos cobrando a autorização para avançar a campanha para menores de cinco anos”, declarou o governador.

Após o resultado da consulta pública, o governo abandonou a ideia de exigir receita médica para vacinar menores de 12 anos, hipótese que tinha sido aventada pelo ministro da saúde, Marcelo Queiroga, em apoio ao posicionamento do presidente Jair Bolsonaro.

Os especialistas reforçam que se uma criança não tomar a primeira dose, mesmo assim ela deve ir para a escola porque, seguindo os protocolos de higiene, os colégios são locais seguros.

RFI

RFI
Rádio pública francesa que produz conteúdo em 18 línguas, inclusive português. Fundada em 1931, em Paris.

Tags: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor...

Apoiar o bom jornalismo nunca foi tão importante

Obrigado por ter chegado até aqui. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, que chama as coisas pelo nome. E sempre alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se este combate também é importante para você, junte-se a nós! Contribua, com o quanto que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo completo de CartaCapital.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor...

Apoiar o bom jornalismo nunca foi tão importante

Obrigado por ter chegado até aqui. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, que chama as coisas pelo nome. E sempre alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se este combate também é importante para você, junte-se a nós! Contribua, com o quanto que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo completo de CartaCapital.