Saúde

Vacina de Oxford é segura em idosos e gera imunidade, mostram estudos

Autores observam que a Fase 3 dos ensaios clínicos, que está em andamento, deve confirmar os resultados

Voluntária recebe dose da vacina da AstraZeneca/Oxford nos EUA (Foto: NELSON ALMEIDA/AFP) Voluntária recebe dose da vacina da AstraZeneca/Oxford nos EUA (Foto: NELSON ALMEIDA / AFP)
Voluntária recebe dose da vacina da AstraZeneca/Oxford nos EUA (Foto: NELSON ALMEIDA/AFP) Voluntária recebe dose da vacina da AstraZeneca/Oxford nos EUA (Foto: NELSON ALMEIDA / AFP)

A segunda fase dos testes clínicos da vacina contra a Covid-19, desenvolvida pela Universidade de Oxford, mostra que ela é segura e causa resposta imunológica ao vírus. Os resultados foram publicados nesta quinta-feira 19 na revista científica The Lancet.

Foram recrutadas 560 pessoas saudáveis para o estudo. Os participantes foram divididos em três grupos com diferentes faixas etárias: 18 a 55 anos, 56 a 69 anos e 70 anos de idade ou mais. Os resultados divulgados são do teste clínico de fase 2 —são três fases até a conclusão e aprovação.

De acordo com “The Lancet”, a Fase 2 permite concluir que o antídoto causa “poucos efeitos colaterais” e “induz uma resposta imune em ambas as partes do sistema imune em todas as faixas etárias tanto em dose baixa como em dose padrão”.

Os autores observam que a Fase 3 dos ensaios clínicos, que está em andamento, deve confirmar os resultados.,

Brasil 

A vacina de Oxford é testada em voluntários brasileiros em um estudo de Fase 3 sob a coordenação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O governo federal tem um acordo para distribuir a imunização usando a estrutura da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) caso ela seja aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) mais de 200 vacinas estão em testes no mundo todo —48 delas já estavam em uma das fases de testes clínicos até o dia 12 de novembro, última atualização da agência disponível.

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