USP cria “escafandro” para facilitar tratamento contra o coronavírus

'Capacete-respirador' é alternativa menos invasiva ao paciente e mais segura ao profissional de saúde, diz instituição

Equipamento filtra o ar para não contaminar paciente. Foto: Divulgação

Equipamento filtra o ar para não contaminar paciente. Foto: Divulgação

Saúde

A Universidade de São Paulo (USP) anunciou o lançamento de um novo equipamento criado por cientistas para combater a covid-19: o escafandro. O nome já é conhecido por batizar a vestimenta usada por mergulhadores, mas dessa vez estamos falando de um “capacete-respirador” que opera de forma menos invasiva que os respiradores tradicionais e oferece maior segurança aos profissionais da saúde.

Segundo a instituição, o capacete é adaptado ao respirador artificial e dispensa o uso do tubo endotraqueal em pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Dessa forma, cria-se uma alternativa em que se evita a necessidade de utilização do tubo introduzido na pessoa infectada por coronavírus. Além disso, o capacete filtra o ar do paciente e diminui o risco de contaminação.

O protótipo está em fase final de desenvolvimento e deve ser concluído ainda em maio. Além do seu desenvolvimento tecnológico, também estão em andamento trâmites junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a comissões de pesquisa. De acordo com os pesquisadores, o capacete já está em sua terceira versão. A cada estágio, os estudiosos melhoram e aperfeiçoam as suas funções.

O “escafandro” é composto de uma cúpula redonda de acrílico, por uma membrana de látex que se ajusta ao pescoço do paciente, uma almofada inflável sobre os ombros, filtros e válvulas de acesso. O material acrílico é translúcido e pode ser higienizado com bactericidas. Há ainda dois tubos ligados ao respirador artificial, que permitem a entrada e a saída do ar.

O invento é resultado de uma parceria da USP com a iniciativa privada, em uma equipe multidisciplinar da universidade, formada por pesquisadores da Escola Politécnica (Poli), da Faculdade de Medicina (FM) e da Faculdade de Odontologia (FO).

*Com informações do Jornal da USP

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