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Turista testa positivo para hantavírus na França
As autoridades não mencionaram qualquer vínculo com o surto no navio de cruzeiro MV Hondius, que partiu da Argentina em abril, deixando três mortos
Um franco-argentino que visitava a França na segunda quinzena de julho testou positivo para o hantavírus de cepa Andes, antes de ser isolado “com sua família na Espanha”, anunciou o Ministério francês da Saúde nesta quinta-feira 6.
A infecção pela cepa Andes, a única transmissível entre humanos, foi confirmada pelo Centro Nacional de Referência dos Hantavírus (CNR, Instituto Pasteur) nesta quinta.
Este paciente, que manifestava poucos sintomas, hoje já “não apresenta nenhum”, informou o ministério, indicando que “todas as medidas” para “reconstituir as etapas” de seu trajeto foram colocadas em prática.
“Um grupo de especialistas, em coordenação com a Direção-Geral de Saúde e a Saúde Pública França”, reuniu-se na tarde de quinta-feira “a fim de determinar a conduta a seguir e as medidas de gestão que devem ser aplicadas em torno deste caso importado”, acrescentou o ministério, comunicando, ainda, que foi estabelecida uma “coordenação em escala europeia”.
As autoridades não mencionaram qualquer vínculo com o surto no navio de cruzeiro MV Hondius, que partiu da Argentina em abril, deixando três mortos e infectando pelo menos 13 pessoas.
Em 1º de abril deste ano, o cruzeiro saiu do porto argentino de Ushuaia com destino a Cabo Verde, e foi o foco de um surto de hantavírus que gerou alarme internacional.
Em 2 de julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto encerrado, depois que a última pessoa completou sua quarentena.
Os 13 casos identificados são apenas algumas das dezenas de milhares de infecções por hantavírus — um vírus pouco frequente, para o qual não existe vacina nem tratamento específico — registradas todos os anos.
A maioria destas infecções se deve a um contágio direto a partir de um animal, geralmente um roedor.
A preocupação se concentrava no risco de transmissão de uma pessoa para outra: a cepa envolvida, denominada Andes, é a única conhecida que permite este tipo de contágio.
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