SP retirará obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre a partir de dezembro

João Doria declarou que o Estado está perto de alcançar 75% de vacinados nesta semana

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Foto: GOVSP

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Foto: GOVSP

Saúde

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quarta-feira 24 que o uso de máscaras ao ar livre não será mais obrigatório a partir de 11 de dezembro em todo o estado.

De acordo com o tucano, a decisão ocorre com a perspectiva de que São Paulo atinja, até a quinta-feira 25, a marca de 75% de pessoas totalmente vacinadas contra a Covid-19, e até 30 de novembro, 80%.

 

 

O uso de máscaras continuará sendo obrigatório em áreas internas e nas estações e centrais de transporte público estaduais, trens, ônibus e metrôs, ainda que a céu aberto. A capital deve seguir a decisão estadual.

“São Paulo é um dos pontos no mundo com maior vacinação em todo o planeta”, disse o governador, em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes. “Se São Paulo fosse um país, seria o 5º país do mundo com a população superior a 40 milhões de habitantes em número de pessoas vacinadas com o processo completo.”

Doria apontou queda de 90% no número de óbitos e de internações por coronavírus com a aceleração da vacinação, em relação ao pico da pandemia.

Segundo ele, entre 1 e 10 de dezembro, o Estado promoverá uma campanha de reforço vacinal em todos os 645 municípios, voltada para quem não tomou a 2ª dose e para quem precisa da 3ª.

O vacinômetro de São Paulo mostra que 92% da população acima de 18 anos, está totalmente vacinada.

A coordenadora-geral do programa estadual de vacinação, Regiane de Paula, alertou, no entanto, para o número de faltosos à vacinação. De acordo com ela, o número de pessoas que ainda precisam tomar a 2ª dose é de 4,3 milhões de pessoas no território paulista.

Na faixa de etária entre os 20 e 29 anos, 1,4 milhão de pessoas não completaram o esquema vacinal. Entre adolescentes, de 12 a 19 anos, são 1,3 milhão não retornaram para a 2ª dose.

“É um número enorme, que impacta e que nós não podemos permitir, porque a vacina está disponível no posto”, afirmou. “A pessoa tem que ir lá, tomar a sua vacina, garantir que ela esteja imunizada e que toda a comunidade no seu entorno esteja protegida. É uma questão de saúde pública.”

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Repórter do site de CartaCapital

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