Sem isolamento social, Brasil pode ter 1 milhão de mortes por coronavírus

Estudo liderado pelo Imperial College de Londres aponta que medidas de enfrentamento podem ter redução de mortes da ordem de 95%

Casos de coronavírus provocam medidas drásticas no Brasil. Foto: Nelson Almeida/AFP

Casos de coronavírus provocam medidas drásticas no Brasil. Foto: Nelson Almeida/AFP

Saúde

Sem o isolamento social e qualquer outra estratégia de enfrentamento ao coronavírus, o Brasil poderia ter mais de 1,15 milhão de mortes devido à Covid-19. Essa é a estimativa de um estudo liderado pelo Imperial College de Londres, que analisou os efeitos da pandemia em 202 países.

A partir de estratégias de supressão rígidas para toda a população, que são aquelas que buscam bloquear a circulação do vírus, o estudo diz que o número de mortes no País pode ser reduzido para 44,2 mil. Sem essas ações, o estudo prevê o seguinte cenário:

  • Mortos: 1,15 milhão
  • Infectados: 187,7 milhões
  • Hospitalizações: 6,2 milhões
  • Casos graves: 1,5 milhão

Já em um cenário com a implementação de medidas parciais de isolamento para a população, com restrições a eventos e aglomerações, o número de mortes cai para 627 mil, e o de infectados para 122 milhões.

 

Os cientistas envolvidos na pesquisa concluíram que, se os governos adotarem medidas rigorosas cedo, como testes de diagnóstico, isolamento de doentes e distanciamento social para frear a disseminação do vírus, 38,6 milhões vidas podem ser salvas. Isso representa uma redução de mortalidade de cerca de 95%. Já a ausência de intervenções resultaria em 7 bilhões de infecções e 40 milhões de mortes no mundo todo pela Covid-19 este ano, estimam os pesquisadores.

O estudo é assinado por quase 50 cientistas, incluindo um grupo relacionado à Organização Mundial da Saúde (OMS).

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