Saúde distribuirá 12 milhões de vacinas a menos que o estimado para junho

O atraso na chegada de insumos ao Brasil é o motivo da redução da expectativa, segundo o ministro Marcelo Queiroga

Chegada das vacinas da AstraZeneca/Oxford contra Covid-19 produzidas pelo Instituto Serum, na Índia, à base aérea do Galeão para serem encaminhadas à Fiocruz. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Chegada das vacinas da AstraZeneca/Oxford contra Covid-19 produzidas pelo Instituto Serum, na Índia, à base aérea do Galeão para serem encaminhadas à Fiocruz. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Saúde

O Ministério da Saúde afirmou que haverá uma redução de 12 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 para o mês de junho, em decorrência do atraso na chegada de insumos da China, necessários para a produção dos imunizantes AstraZeneca/Fiocruz e Coronavac/Instituto Butantan.

De acordo com a assessoria da pasta, devem ser entregues no próximo mês 41,9 milhões de doses, 12 milhões a menos do que a previsão inicial. Serão 20,9 milhões de doses da AstraZeneca, 12 milhões da Pfizer, 4 milhões do imunizante da AstraZeneca obtidos via consórcio Covax Facility e 5 milhões da Coronavac.

“Estamos tentando ainda antecipar dois lotes de IFA da AstraZeneca, previstos para o dia 20 de junho. Se conseguirmos, acredito que vamos voltar para o número inicialmente previsto de doses para junho”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga nesta quarta-feira 26, em audiência conjunta das comissões de Fiscalização Financeira e Controle e de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados.

 

 

Queiroga voltou a estimar que toda a população acima de 18 anos estará vacinada até o fim do ano, mas negou, também, a adoção de medidas restritivas por parte do governo federal em um momento em que especialistas apontam a retomada do aumento de casos e a lotação de hospitais.

“De acordo com a situação de cada município, pode ser necessário que se adote uma medida restritiva, mas cabe a cada autoridade municipal. O Ministério da Saúde fica vigilante para que se possa orientar. E vamos trabalhar juntos para que se possa evitar essa terceira onda”, declarou.

O ministro também afirmou que o ritmo de vacinação deve aumentar devido à assinatura, na próxima semana, de um contrato de Encomenda Tecnológica do governo federal com a farmacêutica inglesa AstraZeneca. O acordo vai possibilitar que o Ingrediente Farmacêutico Ativo seja fabricado pela Fiocruz. Segundo o ministro, a assinatura do contrato deve ocorrer no dia 1° de junho, em solenidade que contará com a presença do presidente Jair Bolsonaro.

*Com informações da Agência Brasil

 

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